Muito antes da invenção da imprensa, da internet ou das inteligências artificiais (IAs) generativas, Platão já estava preocupado com o que as novas tecnologias da informação poderiam fazer conosco. A crítica de Sócrates à invenção da escrita no trecho final do diálogo Fedro (274c – 278b) se aplica com muita propriedade ao debate contemporâneo emContinuar lendo “Platão nos alertou sobre o ChatGPT”
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Nietzsche em estado puro
O começo de livro mais belo e imponente que já li talvez seja o prólogo de Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Não que eu tenha um apreço especial por essa obra em particular. De Nietzsche, aliás, meu livro favorito é A filosofia na época trágica dos gregos. SóContinuar lendo “Nietzsche em estado puro”
Como a “metafísica experimental” desafia os limites da ciência
Publicado originalmente na Quanta Magazine, uma publicação editorial independente apoiada pela Simons Foundation. Leia o conteúdo original em “Metaphysical Experiments probe our hidden assumptions about reality“. Tradução para o português de Renato Prelorentzou para o Estadão. A metafísica é o ramo da filosofia que lida com os fundamentos e a estrutura da realidade: a natureza doContinuar lendo “Como a “metafísica experimental” desafia os limites da ciência”
Efeito Dunning–Kruger: a confiança da incompetência
Reflexão de Aires Almeida. Numa passagem do seu ensaio “O triunfo da estupidez”, de 1933, o filósofo britânico Bertrand Russell afirmou: “A causa principal da dificuldade que enfrentamos é que, no mundo moderno, os estúpidos estão cheios de certezas, ao passo que os inteligentes estão cheios de dúvidas”. Esta é uma afirmação de carácter empírico, certamenteContinuar lendo “Efeito Dunning–Kruger: a confiança da incompetência”
Sobre os ombros de gigantes: a ciência não é uma invenção moderna
Platão não era o nome verdadeiro do famoso filósofo grego. De acordo com Diógenes Laércio, na obra Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres (III, 5), seu nome verdadeiro era Arístocles, como seu avô. Ainda na adolescência, porém, seu treinador de luta, Aristão de Argos, o apelidou de Platão, que significa “ombros largos”, por conta de sua figura robusta.Continuar lendo “Sobre os ombros de gigantes: a ciência não é uma invenção moderna”
A arte esquecida de perguntar
Coluna de Marcelo Cabral para a revista Unus Mundus. Ano passado tive uma daquelas raras oportunidades que às vezes temos a graça de topar. Estava na universidade de Birmingham, na Inglaterra, para a apresentação de um trabalho, quando um caro amigo que ali também estava propôs a mim e a outro amigo: “Hoje à noiteContinuar lendo “A arte esquecida de perguntar”
Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum
Crônica de Robert Lynd (The Living Age, 1930, pp. 570–573).Tradução de Desidério Murcho para o portal Crítica. Veja também: Breve definição de filosofia — Tens lido Epicteto? — Ultimamente, não. — Oh, não deixes de lê-lo. Tommy tem estado a lê-lo pela primeira vez, e está terrivelmente empolgado. Apanhei estas sobras de diálogo da mesaContinuar lendo “Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum”
Prof. Clóvis de Barros sobre ter brio intelectual
Nesta fala (recorte de uma aula que viralizou), o Prof. Clóvis de Barros defende que o desenvolvimento intelectual exige enfrentar textos e ideias difíceis em vez de buscar apenas conteúdos fáceis e imediatamente prazerosos. Ele usa o exemplo da leitura de obras filosóficas complexas, como as de Kant, para argumentar que o desconforto diante daContinuar lendo “Prof. Clóvis de Barros sobre ter brio intelectual”
Prof. Clóvis de Barros no FLOW sobre filosofia da astrofísica
Trecho do Flow Podcast no qual o professor Dr. Clóvis de Barros Filho (USP) reflete sobre a origem do cosmos e outros temas de filosofia da astrofísica a partir de um insight genial de Anaximandro de Mileto (610-546 a.C.). Veja também: Prof. Clóvis de Barros sobre ter brio intelectual
Nativos digitais não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE
A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet. Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender nuances ou ambiguidades em textos, localizar materiais confiáveis em buscasContinuar lendo “Nativos digitais não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE”

