A virtude da mente-aberta

Coluna de Marcelo Cabral para a revista Unus Mundus. Minha atenção nesta coluna se volta para a virtude da mentalidade-aberta, uma habilidade intelectual que se encontra, marcadamente, na fronteira dos saberes. Ela é ao mesmo tempo (e às vezes pela mesma pessoa) estimada e estigmatizada, perseguida e evitada, louvada e condenada. Eu gosto de serContinuar lendo “A virtude da mente-aberta”

Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA

O professor e historiador Leandro Karnal senta para conversar com a inteligência artificial Claude, da Anthropic. Não para testá-la, nem para se maravilhar com seus truques, mas para entender suas estratégias e seus limites. Neste encontro, ele parte de uma questão simples e antiga: como se deve chamar uma máquina? Do nome nasce todo o resto — oContinuar lendo “Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA”

Pálido Ponto Azul

Pálido Ponto Azul é uma famosa fotografia tirada em 1990 pela sonda Voyager 1 a uma distância de seis bilhões de quilômetros da Terra. Na foto, o tamanho aparente da Terra é menor do que um pixel; o planeta aparece como um pequeno ponto na imensidão do espaço, no meio de um raio solar captadoContinuar lendo “Pálido Ponto Azul”

Nietzsche em estado puro

O começo de livro mais belo e imponente que já li talvez seja o prólogo de Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Não que eu tenha um apreço especial por essa obra em particular. De Nietzsche, aliás, meu livro favorito é A filosofia na época trágica dos gregos. SóContinuar lendo “Nietzsche em estado puro”

Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?

“Responsabilidade intergeracional” diz respeito à urgência de se pensar a responsabilidade moral e política para além da geração presente. Está em jogo a questão de saber se e por que os seres humanos possuem deveres morais em relação a pessoas que já morreram ou que ainda não nasceram. Em suma, como podemos fundamentar obrigações éticasContinuar lendo “Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?”

O que acontece com nossas contas de rede social quando morremos

Artigo de Selin Girit e Grujica Andric para a BBC. Há mais de dois anos, o marido de Hayley Smith, Matthew, morreu de câncer aos 33 anos. E ela ainda luta para saber o que fazer com as contas dele nas redes sociais. “Algumas pessoas não sabem que Matthew faleceu, ainda veem seu aniversário eContinuar lendo “O que acontece com nossas contas de rede social quando morremos”

Conceituário visual de filosofia

Além de filosofia, futebol e fotografia (três das minhas maiores paixões desde sempre), durante uma fase da minha vida fui aficionado também por design gráfico. Nessa época, havia pensado em levar adiante um projeto que me parecia promissor: representar artisticamente os principais argumentos e ideias da história da filosofia na forma de gráficos, tabelas, diagramas,Continuar lendo “Conceituário visual de filosofia”

Home office é a maior revolução na forma de viver e trabalhar em séculos

Dois brevíssimos artigos de opinião do economista Ricardo Amorim sobre o tema do home office como tendência para o futuro (publicados originalmente aqui e aqui). De acordo com pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) com 1.300 pessoas, 70% gostariam de continuar trabalhando em home office, 19% não gostariam e 11% são indiferentes. Nem todasContinuar lendo “Home office é a maior revolução na forma de viver e trabalhar em séculos”

A fábula do dragão tirano

Nick Bostrom é professor de filosofia na Oxford University e diretor do Future of Humanity Institute. Ele é autor do famoso livro sobre inteligência artificial “Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies” e sua pesquisa versa nas área de inteligência artificial, biossegurança, macroestratégia e diversos outros temas voltados à tecnologia. A crônica a seguir vai prender a suaContinuar lendo “A fábula do dragão tirano”

Julgando o cinema do passado

Cada vez mais o cinema do passado corre o risco de desaparecer. Por quê? É o que responde este artigo de opinião de André Brandão para o site da Brasil Paralelo. Numa entrevista recente, o diretor Steven Spielberg disse que se arrependeu de alterar cenas de E.T.: O Extraterrestre (1982) para o relançamento do filme em 2002.Continuar lendo “Julgando o cinema do passado”