Muito antes da invenção da imprensa, da internet ou das inteligências artificiais (IAs) generativas, Platão já estava preocupado com o que as novas tecnologias da informação poderiam fazer conosco. A crítica de Sócrates à invenção da escrita no trecho final do diálogo Fedro (274c – 278b) se aplica com muita propriedade ao debate contemporâneo emContinuar lendo “Platão nos alertou sobre o ChatGPT”
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Como mandar uma mensagem 10 mil anos para o futuro?
Matéria publicada originalmente em Noosfera. Existe uma única estrutura construída para durar para sempre. O primeiro depósito permanente de lixo radioativo já projetado, o Onkalo, na Finlândia, é um túnel subterrâneo que desce em espiral por 500 metros e depois se bifurca em diversos corredores, onde estão sendo estocados resíduos nucleares. Em 2120, os túneis serão fechadosContinuar lendo “Como mandar uma mensagem 10 mil anos para o futuro?”
A banca sempre vence: o poderoso algoritmo das “bets”
Praticamente todos os dias surge uma nova “bet” com propagandas milionárias anunciando em todos os meios de comunicação possíveis. Somente no Brasil, já existem cerca de 450 sites de apostas esportivas em operação. Juntos, esses sites movimentam anualmente cerca de 150 bilhões de reais, além de patrocinarem 19 dos 20 clubes da série A doContinuar lendo “A banca sempre vence: o poderoso algoritmo das “bets””
Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa
Não vou entrar no mérito se a adoção do gênero neutro na língua portuguesa como alguns têm proposto é desejável ou necessária. Já ouvi bons argumentos e contra-argumentos dos dois lados. Para alguns, é uma agressão à norma culta da língua e não faz sentido do ponto de vista gramatical, especialmente se considerarmos a origemContinuar lendo “Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa”
Mãe explica por que excluiu redes sociais da filha com 2 milhões de seguidores
No mês passado, a médica paulistana Fernanda Rocha Kanner compartilhou em seu Instagram um longo texto no qual justificava a ausência da filha, Nina Rios, de 14 anos, da rede social e também do TikTok. A adolescente já era considerada uma digital influencer com seus quase 2 milhões de seguidores e tinha dezenas de fã-clubes. OContinuar lendo “Mãe explica por que excluiu redes sociais da filha com 2 milhões de seguidores”
30 frases pichadas em Pompeia mostram quão pouco mudamos em 2 mil anos
Se você pensava que foram os adolescentes modernos que inventaram as pichações, os grafites e as inscrições inadequadas nos banheiros públicos, acho melhor rever seus conceitos. Em descobertas recentes, arqueólogos têm documentado grafites e pichações em latim nas paredes das antigas cidades romanas. Boa parte dessas inscrições urbanas se encontram mais bem conservadas na antigaContinuar lendo “30 frases pichadas em Pompeia mostram quão pouco mudamos em 2 mil anos”
Como falar muito sem dizer nada
Trechos de um artigo do filósofo inglês Stephen Law. Pseudoprofundidade é a arte de soar profundo falando nonsense. Diferente da arte de ser de fato profundo, a arte de soar profundo não é difícil de dominar. Como veremos, há receitas básicas que podem produzir resultados bastante convincentes – bons o bastante para convencer os outros e talvezContinuar lendo “Como falar muito sem dizer nada”
Faça uma dieta de leituras
Passar o dia lendo bobagem nas redes sociais é tão saudável para a mente quanto viver à base de fast-food é para o corpo. Esse é o tema do artigo de opinião a seguir, escrito por Danilo Venticinque e publicado na revista Época: O Facebook está insuportável hoje. Pelo menos foi isso o que um amigo me disse.Continuar lendo “Faça uma dieta de leituras”
Por uma política da racionalidade
Desidério Murcho para O Estado da Arte. Estudos recentes de psicologia cognitiva, popularizados sobretudo por Daniel Kahneman no livro Thinking, Fast and Slow (2011), parecem mostrar que os seres humanos têm como que uma alma dividida: dois sistemas cognitivos que não trabalham propriamente em harmonia, em parte porque um deles é chamado a fazer oContinuar lendo “Por uma política da racionalidade”
Tolerância e ofensa
Artigo de Desidério Murcho para o jornal Público do dia 22 de janeiro de 2008. A tolerância é uma das noções mais difíceis de compreender. Confunde-se geralmente com o relativismo epistêmico e esta confusão denuncia incapacidade ou até falta de vontade para aceitar a tolerância. Os pensadores pós-modernistas são responsáveis por contaminar a cultura contemporâneaContinuar lendo “Tolerância e ofensa”
