Em “Começo conjectural da história humana”, de 1786, Kant concilia o Gênesis e Darwin

Neste artigo escrito em 1786, o já renomado filósofo Immanuel Kant examina o momento em que o homem passa do estado de rudeza animal para o de ser racional e social. Usando como guia o relato bíblico da queda de Adão e outras passagens do Gênesis, estabelece que a ruptura entre o instinto e aContinuar lendo “Em “Começo conjectural da história humana”, de 1786, Kant concilia o Gênesis e Darwin”

Como falar muito sem dizer nada

Trechos de um artigo do filósofo inglês Stephen Law. Pseudoprofundidade é a arte de soar profundo falando nonsense. Diferente da arte de ser de fato profundo, a arte de soar profundo não é difícil de dominar. Como veremos, há receitas básicas que podem produzir resultados bastante convincentes – bons o bastante para convencer os outros e talvezContinuar lendo “Como falar muito sem dizer nada”

O que é esclarecimento? (Kant)

Tradução de Luiz Paulo Rouanet, professor da PUC-Campinas. Esclarecimento¹ significa a saída do homem de sua menoridade, pela qual ele próprio é responsável. A menoridade é a incapacidade de servir-se de seu próprio entendimento sem a tutela de outro. É a si próprio que deve-se atribuir essa menoridade, uma vez que ela não resulta da faltaContinuar lendo “O que é esclarecimento? (Kant)”

Pensar por si mesmo

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). A mais rica das bibliotecas, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma bastante modesta, mas bem ordenada. Da mesma maneira, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não foi elaborada por um pensamento próprio, tem muito menos valor do queContinuar lendo “Pensar por si mesmo”

Sobre a erudição e os eruditos

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, nesseContinuar lendo “Sobre a erudição e os eruditos”

Sobre a escrita e o estilo

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Antes de tudo, há dois tipos de escritores: aqueles que escrevem em função do assunto e os que escrevem por escrever. Os primeiros tiveram pensamentos que lhes parecem dignos de ser comunicados; os outros precisam de dinheiro e por isso escrevem. Pensam apenasContinuar lendo “Sobre a escrita e o estilo”

Sobre a leitura e os livros

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: apenas repetimos seu processo mental, do mesmo modo que um estudante, ao aprender a escrever, refaz os traços que seu professor fizera a lápis. Quando lemos, somos dispensados em grande parte do trabalhoContinuar lendo “Sobre a leitura e os livros”

Algumas dicas práticas sobre como ler, planejar e escrever um artigo de filosofia

Série de três artigos de Jeff McLaughlin, professor de filosofia da Thompson Rivers University, no Canadá. A tradução do original foi feita por Maria Clara Cescato, da UFPB. Veja também: Breve definição de filosofia Como ler um artigo de filosofia Como aluno, talvez novo, de filosofia, o que vai lhe preocupar de forma mais imediata é como lidarContinuar lendo “Algumas dicas práticas sobre como ler, planejar e escrever um artigo de filosofia”

Breve definição de filosofia

Filosofia é o estudo das questões fundamentais. Em uma frase curta, essa é a melhor definição que encontrei – aquela que considero a mais explicativa empregando a menor quantidade possível de palavras. Estendendo-nos um pouco mais, podemos dizer que filosofia é a dedicação intelectual aos problemas mais conceituais, às perguntas mais profundas, às dúvidas maisContinuar lendo “Breve definição de filosofia”

Padres, revolucionários e poetas

Crônica de Aires Almeida, professor de filosofia em uma escola secundária de Portugal, publicada em novembro de 2008 no blog Questoes Básicas. Nunca mais me esqueço do que, há muitos anos, um colega mais velho de matemática me disse na sala dos professores. Além do seu cachimbo (nessa altura ainda se fumava nas escolas), esse colegaContinuar lendo “Padres, revolucionários e poetas”