Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA

O professor e historiador Leandro Karnal senta para conversar com a inteligência artificial Claude, da Anthropic. Não para testá-la, nem para se maravilhar com seus truques, mas para entender suas estratégias e seus limites. Neste encontro, ele parte de uma questão simples e antiga: como se deve chamar uma máquina? Do nome nasce todo o resto — oContinuar lendo “Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA”

Platão nos alertou sobre o ChatGPT

Muito antes da invenção da imprensa, da internet ou das inteligências artificiais (IAs) generativas, Platão já estava preocupado com o que as novas tecnologias da informação poderiam fazer conosco. A crítica de Sócrates à invenção da escrita no trecho final do diálogo Fedro (274c – 278b) se aplica com muita propriedade ao debate contemporâneo emContinuar lendo “Platão nos alertou sobre o ChatGPT”

Como mandar uma mensagem 10 mil anos para o futuro?

Matéria publicada originalmente em Noosfera. Veja também: Previsões futurísticas para os próximos 100 anos Existe uma única estrutura construída para durar para sempre. O primeiro depósito permanente de lixo radioativo já projetado, o Onkalo, na Finlândia, é um túnel subterrâneo que desce em espiral por 500 metros e depois se bifurca em diversos corredores, onde estão sendoContinuar lendo “Como mandar uma mensagem 10 mil anos para o futuro?”

Pálido Ponto Azul

Pálido Ponto Azul é uma famosa fotografia tirada em 1990 pela sonda Voyager 1 a uma distância de seis bilhões de quilômetros da Terra. Na foto, o tamanho aparente da Terra é menor do que um pixel; o planeta aparece como um pequeno ponto na imensidão do espaço, no meio de um raio solar captadoContinuar lendo “Pálido Ponto Azul”

Nietzsche em estado puro

O começo de livro mais belo e imponente que já li talvez seja o prólogo de Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Não que eu tenha um apreço especial por essa obra em particular. De Nietzsche, aliás, meu livro favorito é A filosofia na época trágica dos gregos. SóContinuar lendo “Nietzsche em estado puro”

Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?

“Responsabilidade intergeracional” diz respeito à urgência de se pensar a responsabilidade moral e política para além da geração presente. Está em jogo a questão de saber se e por que os seres humanos possuem deveres morais em relação a pessoas que já morreram ou que ainda não nasceram. Em suma, como podemos fundamentar obrigações éticasContinuar lendo “Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?”

Atletas nus e lutas até a morte: o que de fato acontecia nas Olimpíadas antigas

O primeiro vencedor registrado nas Olimpíadas foi Coroebus de Élis. Cozinheiro de profissão, Coroebus venceu o evento chamado “stadion”, uma corrida a pé de pouco menos de 200 metros, realizada em linha reta. Coroebus foi vitorioso no ano 776 a.C., mas esse provavelmente não foi o ano dos primeiros jogos olímpicos. Alguns escritores antigos, comoContinuar lendo “Atletas nus e lutas até a morte: o que de fato acontecia nas Olimpíadas antigas”

Nossa civilização é mais frágil do que pensávamos

Artigo de Tom Chatfield, escritor e filósofo da tecnologia britânico, para a BBC. Veja também: O que temos a perder Uma das mentes mais brilhantes e proféticas do último meio século, o filósofo americano Daniel Dennett morreu no último dia 19 de abril, aos 82 anos. Ao longo da vida, se atreveu a enfrentar algumas das maioresContinuar lendo “Nossa civilização é mais frágil do que pensávamos”

A fábula do dragão tirano

Nick Bostrom é professor de filosofia na Oxford University e diretor do Future of Humanity Institute. Ele é autor do famoso livro sobre inteligência artificial “Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies” e sua pesquisa versa nas área de inteligência artificial, biossegurança, macroestratégia e diversos outros temas voltados à tecnologia. A crônica a seguir vai prender a suaContinuar lendo “A fábula do dragão tirano”

Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?

Crônica de Umberto Eco para o jornal La Nacion, de Roma, publicado em 1991. Tradução para o português brasileiro de Charles Andrade, vulgo eu. Há pouco tempo me entretinha imaginando nossos antepassados que falavam de seus escravos treinados para desenhar caracteres cuneiformes como se fossem computadores modernos. Eu estava entretido, mas não brincando. Quando lemosContinuar lendo “Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?”