A banca sempre vence: o poderoso algoritmo das “bets”

Praticamente todos os dias surge uma nova “bet” com propagandas milionárias anunciando em todos os meios de comunicação possíveis. Somente no Brasil, já existem cerca de 450 sites de apostas esportivas em operação. Juntos, esses sites movimentam anualmente cerca de 150 bilhões de reais, além de patrocinarem 19 dos 20 clubes da série A doContinuar lendo “A banca sempre vence: o poderoso algoritmo das “bets””

A resistência é inútil: uma economia política da inteligência artificial

Artigo de Edward Könings publicado originalmente em seu blog pessoal. Um dos temas quentes do século é o rápido desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial (IA) e machine learning (ML). Desde o lançamento do ChatGPT pela Open AI em 2022, ficou inegável para o mundo que o desenvolvimento de máquinas com aspectos da inteligência humana está avançandoContinuar lendo “A resistência é inútil: uma economia política da inteligência artificial”

Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum

Crônica de Robert Lynd (The Living Age, 1930, pp. 570–573).Tradução de Desidério Murcho para o portal Crítica. Veja também: Breve definição de filosofia — Tens lido Epicteto? — Ultimamente, não. — Oh, não deixes de lê-lo. Tommy tem estado a lê-lo pela primeira vez, e está terrivelmente empolgado. Apanhei estas sobras de diálogo da mesaContinuar lendo “Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum”

Não compre pacotes ideológicos!

O que comumente se chama de esquerda e direita hoje no Brasil são ideologias político-partidárias que pretendem implementar na sociedade, cada uma a seu modo, uma agenda moral e uma agenda econômica. A agenda moral da esquerda é frequentemente chamada de “progressista” enquanto a agenda moral da direita é frequentemente chamada de “conservadora”. Paralelo aContinuar lendo “Não compre pacotes ideológicos!”

Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência

Exigências burocráticas e uma cultura que privilegia a quantidade em vez da qualidade levam cientistas à exaustão – e à malandragem – para garantir bolsas de pesquisa. É o que mostra a matéria a seguir, da revista Superinteressante. Veja também: O que faz um trabalho científico ser original? O tcheco Ján Hoch tinha 16 anosContinuar lendo “Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência”

O mundo está muito complexo

Artigo de Denis Burgierman para a revista Superinteressante. Tenho quase certeza que você sabe do que eu estou falando. Uma certa angústia, uma sensação de que tudo está escorregando do controle. E também uma pitada de desânimo com a ordem geral do mundo, como se não adiantasse fazer nada, porque qualquer esforço vai se perder numaContinuar lendo “O mundo está muito complexo”

Fábrica de filhotes: onde você só vê fofura, pode haver muito sofrimento

Artigo de opinião de Bruna Rasmussen para o Hypeness. Enquanto saía com minhas sacolas de compras do supermercado, observei na galeria de lojas anexa um aglomerado em frente a uma vitrine. Duas crianças pequenas, uma maior e dois adultos, que assumi serem os pais, estavam enfeitiçados por um Yorkshire que tentava dormir enrolado em um cobertor gasto em uma caixaContinuar lendo “Fábrica de filhotes: onde você só vê fofura, pode haver muito sofrimento”

Meritocracia não é um conceito capitalista

Neste breve artigo, Rodrigo da Silva argumenta que a meritocracia não é um conceito capitalista, como geralmente se pensa. Pelo contrário, a meritocracia seria anticapitalista. Uma tese bastante incomum, mas que faz muito sentido. Veja também: Exploração do trabalho Meritocracia não é um conceito capitalista. Pelo contrário. Esse é provavelmente o maior mito econômico deContinuar lendo “Meritocracia não é um conceito capitalista”

O valor das coisas e das pessoas

Nos países desenvolvidos, as coisas são baratas e as pessoas são caras. No Brasil, é o oposto: as coisas são caríssimas, mas as pessoas (ou seja, os serviços que elas prestam) sempre estiveram a preço de banana. Agora, isso está mudando. É o que mostra a coluna a seguir, de Alex Castro, para o PapoContinuar lendo “O valor das coisas e das pessoas”

O mundo em que nasci

Minha primogênita nasceu e eu fiquei refletindo sobre o quanto esse mundo em que ela chegou é diferente daquele que eu conheci na infância. Cheguei à conclusão de que sou velho. Para começo de conversa, nascemos em milênios diferentes: eu no segundo e ela no terceiro milênio da era cristã. Além do mais, nascemos emContinuar lendo “O mundo em que nasci”