Newton da Costa e a audácia de errar por conta própria

Artigo de Samuel Maia, mestre em filosofia pela UFMG, e Júlio César, doutorando em filosofia e lógica também pela UFMG, para o Le Monde Diplomatique. Em 16 de abril faleceu aos 94 anos Newton da Costa, notável filósofo, lógico e matemático brasileiro. Sua contribuição mais conhecida se deu no campo da lógica, onde foi umContinuar lendo “Newton da Costa e a audácia de errar por conta própria”

A Terra é redonda e disso os antigos já sabiam

Depois das viagens espaciais, é indiscutível para pessoas minimamente escolarizadas que o formato do nosso planeta não é plano, como sugerem alguns fanáticos, mas redondo. Foguetes levando satélites e outros equipamentos são lançados para a órbita da Terra o tempo todo; e disso temos milhares e milhares de registros e provas documentais. Mas o fatoContinuar lendo “A Terra é redonda e disso os antigos já sabiam”

Quantas pessoas já viveram no mundo até hoje?

Hoje, nosso planeta conta com uma população estimada em cerca de 8 bilhões de habitantes. Mas, se considerássemos todos os seres humanos que já passaram sobre a face da Terra desde o surgimento do Homo sapiens, há cerca de 200 mil anos, quanta gente teria vivido neste mundo? Os demógrafos Carl Haub e Toshiko Kaneda, doContinuar lendo “Quantas pessoas já viveram no mundo até hoje?”

Isaac Newton criou teoria da gravidade durante pandemia da peste bubônica

Longe de Cambridge e da epidemia que deixou 100 mil mortos, o cientista ainda encontrou tempo para iniciar seus estudos sobre cálculo e óptica. É o que mostra a matéria a seguir, publicada ontem na página da revista Galileu, com informações dos jornais Open Culture, The Guardian e The Washington Post. Sentindo-se ocioso durante a quarentena? QueContinuar lendo “Isaac Newton criou teoria da gravidade durante pandemia da peste bubônica”

Por uma política da racionalidade

Desidério Murcho para O Estado da Arte. Estudos recentes de psicologia cognitiva, popularizados sobretudo por Daniel Kahneman no livro Thinking, Fast and Slow (2011), parecem mostrar que os seres humanos têm como que uma alma dividida: dois sistemas cognitivos que não trabalham propriamente em harmonia, em parte porque um deles é chamado a fazer oContinuar lendo “Por uma política da racionalidade”

Pra que eu tenho que saber isso?

Artigo de opinião de Dani Duc. Uma pergunta que todo professor parece temer que seus alunos façam é: “Pra que eu tenho que saber isso?”. De fato, para que serve saber números complexos, saber que os holandeses invadiram Olinda em 1630, saber balancear equações químicas ou saber o que José de Alencar escreveu há mais de 150Continuar lendo “Pra que eu tenho que saber isso?”

Quantas dimensões existem no universo?

No início do século 20, a resposta para essa pergunta era tão óbvia quanto velha. Euclides, lá na Grécia antiga, já havia sacado que são três as direções possíveis para qualquer movimento: para cima ou para baixo (altura); para a esquerda ou para a direita (largura); e para a frente ou para trás (profundidade). Portanto, oContinuar lendo “Quantas dimensões existem no universo?”

Ortodoxia – Chesterton

Excertos extraídos do livro Ortodoxia, de G. K. Chesterton (1874-1936). Da dificuldade de explicar algo de que estamos completamente convencidos Fica muito difícil defender algo de que se está inteiramente convencido. Se alguém está convencido apenas em parte porque descobriu esta ou aquela prova da coisa, consegue facilmente explicá-la. Mas ninguém se sente realmente convencido acercaContinuar lendo “Ortodoxia – Chesterton”

Teoria da gravitação: o fundo de verdade na história da maçã de Isaac Newton

Artigo de Steve Connor para o jornal The Independent do dia 18 de janeiro de 2010. É uma das anedotas mais famosas da história da ciência. O jovem Isaac Newton está sentado em seu jardim, quando uma maçã cai em sua cabeça e, num lampejo de genialidade, ele de repente inventa sua teoria da gravidade. A históriaContinuar lendo “Teoria da gravitação: o fundo de verdade na história da maçã de Isaac Newton”

Carta de recomendação de John Nash

É costume nos EUA que alunos excepcionais sejam indicados pelos seus professores às melhores universidades com cartas de recomendação. Um exemplo disso é esta carta abaixo, redigida em 11 de fevereiro de 1948 e dirigida à Universidade de Princeton, especialmente à pessoa do professor Lefschetz, do departamento de matemática. Assinada pelo professor Richard Duffin, do InstitutoContinuar lendo “Carta de recomendação de John Nash”