Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência

Exigências burocráticas e uma cultura que privilegia a quantidade em vez da qualidade levam cientistas à exaustão – e à malandragem – para garantir bolsas de pesquisa. É o que mostra a matéria a seguir, da revista Superinteressante. Veja também: O que faz um trabalho científico ser original? O tcheco Ján Hoch tinha 16 anosContinuar lendo “Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência”

30 frases pichadas nas paredes de Pompeia mostram quão pouco mudamos em 2 mil anos

Se você achava que foram os adolescentes modernos que inventaram as pichações, os grafites e as inscrições inadequadas nos banheiros públicos, acho melhor rever seus conceitos. Arqueólogos encontraram recentemente um desenho de um pênis de 1.800 anos perto da Muralha de Adriano, na Inglaterra, que provou mais uma vez que algumas coisas nunca mudam. AlémContinuar lendo “30 frases pichadas nas paredes de Pompeia mostram quão pouco mudamos em 2 mil anos”

A prosa poética de Khalil Gibran

No começo da pandemia, quando estava na moda incentivarmo-nos mutuamente a ficar em casa, ganhei da minha sogra uma coleção de livros do famoso escritor libanês Khalil Gibran (1883-1931). São dez exemplares já amarelados e gastos da década de 1980, com tradução para o português de Mansour Challita. Raridades que hoje só se encontram nos melhoresContinuar lendo “A prosa poética de Khalil Gibran”

Saga de um mestrando (agora mestre)

No começo de 2018, mudei para São Paulo a fim de realizar um sonho que alimentei desde o início da graduação: cursar o mestrado em filosofia sobre a teoria da demonstração científica de Aristóteles no melhor lugar onde isso poderia ser feito: na UNICAMP, junto ao grupo de aristotélicos que chamei na dissertação de “escola de Campinas”,Continuar lendo “Saga de um mestrando (agora mestre)”

Os manuscritos de Leonardo da Vinci

O caderno tem 20 por 29 centímetros, mais ou menos do tamanho de uma revista e traz anotações científicas, textos pessoais, gráficos e diagramas, sem uma ordem específica. Um típico caderno de anotações. Quer dizer, não muito típico porque o recheio é de Leonardo da Vinci, que escreveu tudo de trás para frente, no seu famoso estiloContinuar lendo “Os manuscritos de Leonardo da Vinci”

Como falar muito sem dizer nada

Trechos de um artigo do filósofo inglês Stephen Law. Pseudoprofundidade é a arte de soar profundo falando nonsense. Diferente da arte de ser de fato profundo, a arte de soar profundo não é difícil de dominar. Como veremos, há receitas básicas que podem produzir resultados bastante convincentes – bons o bastante para convencer os outros e talvezContinuar lendo “Como falar muito sem dizer nada”

Sobre a erudição e os eruditos

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, nesseContinuar lendo “Sobre a erudição e os eruditos”

Sobre a escrita e o estilo

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Antes de tudo, há dois tipos de escritores: aqueles que escrevem em função do assunto e os que escrevem por escrever. Os primeiros tiveram pensamentos que lhes parecem dignos de ser comunicados; os outros precisam de dinheiro e por isso escrevem. Pensam apenasContinuar lendo “Sobre a escrita e o estilo”

Sobre a leitura e os livros

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: apenas repetimos seu processo mental, do mesmo modo que um estudante, ao aprender a escrever, refaz os traços que seu professor fizera a lápis. Quando lemos, somos dispensados em grande parte do trabalhoContinuar lendo “Sobre a leitura e os livros”

A arte perdida de ler um texto até o fim

Artigo de Danilo Venticinque para a revista Época. Abandonar um texto logo nas primeiras linhas é um direito inalienável de qualquer leitor. Talvez você nem esteja lendo esta linha: ao ver que a primeira frase deste texto era uma obviedade, nada mais natural do que clicar em outra aba do navegador. Ou talvez você tenha perseverado atéContinuar lendo “A arte perdida de ler um texto até o fim”