Por que alguém ainda escolhe ser professor?

Entre a mercantilização do ensino e a exaustão das salas de aula, a resistência da profissão firma-se como um pilar civilizatório contra a superficialidade digital e o obscurantismo. É o que mostra o artigo a seguir, de Everton Fargoni, doutor em educação pela UFSCar, para o blog A Terra é Redonda. Há uma pergunta queContinuar lendo “Por que alguém ainda escolhe ser professor?”

A virtude da mente-aberta

Coluna de Marcelo Cabral para a revista Unus Mundus. Minha atenção nesta coluna se volta para a virtude da mentalidade-aberta, uma habilidade intelectual que se encontra, marcadamente, na fronteira dos saberes. Ela é ao mesmo tempo (e às vezes pela mesma pessoa) estimada e estigmatizada, perseguida e evitada, louvada e condenada. Eu gosto de serContinuar lendo “A virtude da mente-aberta”

Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA

O professor e historiador Leandro Karnal senta para conversar com a inteligência artificial Claude, da Anthropic. Não para testá-la, nem para se maravilhar com seus truques, mas para entender suas estratégias e seus limites. Neste encontro, ele parte de uma questão simples e antiga: como se deve chamar uma máquina? Do nome nasce todo o resto — oContinuar lendo “Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA”

Efeito Dunning–Kruger: a confiança da incompetência

Reflexão de Aires Almeida. Numa passagem do seu ensaio “O triunfo da estupidez”, de 1933, o filósofo britânico Bertrand Russell afirmou: “A causa principal da dificuldade que enfrentamos é que, no mundo moderno, os estúpidos estão cheios de certezas, ao passo que os inteligentes estão cheios de dúvidas”. Esta é uma afirmação de carácter empírico, certamenteContinuar lendo “Efeito Dunning–Kruger: a confiança da incompetência”

7 passos infalíveis para emburrecer seu aluno pelo exercício da redação

Lista elaborada pela professora de língua portuguesa e latim Amanda Stella.

Nostalgia, os velhos tempos e a melhor década de todas

Como você define os bons e velhos tempos? Os especialistas da YouGov perguntaram a 2.000 adultos americanos qual década tinha a melhor e a pior música, filmes, economia e assim por diante, em 20 critérios. Mas nenhum padrão consistente surgiu. Então, olharam para os dados de outra forma, medindo a diferença entre o ano de nascimentoContinuar lendo “Nostalgia, os velhos tempos e a melhor década de todas”

Nossa civilização é mais frágil do que pensávamos

Artigo de Tom Chatfield, escritor e filósofo da tecnologia britânico, para a BBC. Veja também: O que temos a perder Uma das mentes mais brilhantes e proféticas do último meio século, o filósofo americano Daniel Dennett morreu no último dia 19 de abril, aos 82 anos. Ao longo da vida, se atreveu a enfrentar algumas das maioresContinuar lendo “Nossa civilização é mais frágil do que pensávamos”

A influência do clima nas funções cognitivas, produtividade e IDH

Veja também: Níveis de irradiação solar no mundo Heni Ozi Cukier tem um nome difícil e, por isso, é mais conhecido pelas suas iniciais: HOC. Ele é cientista político, professor, escritor, palestrante e deputado estadual em São Paulo. Professor HOC participou do podcast Inteligência Ltda. e bateu um papo com Rogério Vilela sobre a geopolíticaContinuar lendo “A influência do clima nas funções cognitivas, produtividade e IDH”

Substitutos modernos para a religião – Aldous Huxley

Artigo de opinião do escritor inglês Aldous Huxley (1894-1963), publicado originalmente na edição de novembro de 1927 da revista Vanity Fair. Tradução livre de Eder Capobianco. Durante os últimos duzentos ou trezentos anos as religiões do Ocidente decaíram manifestamente. Tem havido altos, é verdade, assim como baixos; mas o movimento descendente predominou, e como resultado estamos vivendo hoje no queContinuar lendo “Substitutos modernos para a religião – Aldous Huxley”

Home office é a maior revolução na forma de viver e trabalhar em séculos

Dois brevíssimos artigos de opinião do economista Ricardo Amorim sobre o tema do home office como tendência para o futuro (publicados originalmente aqui e aqui). De acordo com pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) com 1.300 pessoas, 70% gostariam de continuar trabalhando em home office, 19% não gostariam e 11% são indiferentes. Nem todasContinuar lendo “Home office é a maior revolução na forma de viver e trabalhar em séculos”