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Tese de Doutorado
Título: A NOÇÃO ARISTOTÉLICA DE INTELIGÊNCIA
Resumo: O objetivo desta pesquisa é compreender a noção aristotélica de nous, palavra grega que escolhemos traduzir, via de regra, por “inteligência” ou “intelecto”, nos seus diferentes sentidos e contextos de aplicação na obra de Aristóteles. Por se tratar de uma palavra polissêmica, confusa e enigmática, boa parte deste trabalho consiste em distinguir os seus diferentes usos e sentidos na obra de Aristóteles, no intuito de afastar o risco de confundi-los, o que costuma acontecer com frequência. Em suma, da perspectiva de Aristóteles e seus interlocutores antigos, nous se diz em pelo menos três sentidos principais: (1) nous como inteligência universal e divina inerente à natureza, princípio do ordenamento cósmico, das leis da natureza e de toda regularidade constatada no mundo natural; (2) nous como intelecto humano, enquanto topo da hierarquia cognitiva, isto é, enquanto parte racional, separada e mais elevada da alma, precisamente aquilo que distingue o ser humano dos outros animais e, como tal, está presente em todos os indivíduos do gênero humano; ou (3) nous como inteligência científica, uma virtude intelectual caracterizada por certa competência, habilidade, capacidade ou disposição cognitiva – distinta, porém paralela à episteme (“conhecimento científico”) – responsável pelo reconhecimento e compreensão contextual dos assim chamados “primeiros princípios imediatos” das ciências no âmbito da teoria aristotélica da demonstração científica. Assim, além de uma teologia, uma cosmologia e uma teleologia natural baseadas na noção de nous como inteligência divina, como veremos, é possível sistematizar ainda uma teoria do intelecto no Sobre a Alma e uma teoria da inteligência nos Segundos Analíticos – e Ética a Nicômaco – que sejam mutuamente independentes, de modo que uma seja de interesse primário da filosofia da mente e da psicologia aristotélica e a outra de sua filosofia da ciência.
Palavras-chave: Aristóteles, Nous, Inteligência, Intelecto.
Dissertação de Mestrado
Título: A TEORIA ARISTOTÉLICA DA DEMONSTRAÇÃO CIENTÍFICA
Resumo: O objetivo deste trabalho é compreender a noção de “demonstração científica” (apodeixis) tal como Aristóteles a concebe nos Segundos Analíticos, bem como sua relação com a noção de “conhecimento científico” (episteme) e com a silogística aristotélica. Esta abordagem compara as duas grandes linhas de interpretação encontradas na literatura secundária, às quais chamo de paradigma dedutivo axiomatizado e paradigma explicativo causal. Pretendo mostrar que o segundo paradigma resolve de maneira plenamente satisfatória as principais dificuldades, problemas em aberto e consequências aporéticas suscitadas pelo primeiro, além de superar a suposta incompatibilidade entre a teoria da ciência de Aristóteles nos Segundos Analíticos e os seus tratados efetivamente científicos, especialmente os de ciências naturais.
Palavras-chave: Aristóteles, Ciência, Demonstração, Segundos Analíticos.

