Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA

O professor e historiador Leandro Karnal senta para conversar com a inteligência artificial Claude, da Anthropic. Não para testá-la, nem para se maravilhar com seus truques, mas para entender suas estratégias e seus limites. Neste encontro, ele parte de uma questão simples e antiga: como se deve chamar uma máquina? Do nome nasce todo o resto — oContinuar lendo “Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA”

Platão nos alertou sobre o ChatGPT

Muito antes da invenção da imprensa, da internet ou das inteligências artificiais (IAs) generativas, Platão já estava preocupado com o que as novas tecnologias da informação poderiam fazer conosco. A crítica de Sócrates à invenção da escrita no trecho final do diálogo Fedro (274c – 278b) se aplica com muita propriedade ao debate contemporâneo emContinuar lendo “Platão nos alertou sobre o ChatGPT”

Como mandar uma mensagem 10 mil anos para o futuro?

Matéria publicada originalmente em Noosfera. Veja também: Previsões futurísticas para os próximos 100 anos Existe uma única estrutura construída para durar para sempre. O primeiro depósito permanente de lixo radioativo já projetado, o Onkalo, na Finlândia, é um túnel subterrâneo que desce em espiral por 500 metros e depois se bifurca em diversos corredores, onde estão sendoContinuar lendo “Como mandar uma mensagem 10 mil anos para o futuro?”

Oposto a Heráclito

Poema de Danilo Fraga Dantas, professor de filosofia da UFPB, publicado originalmente no blog O Purgatório em 2011. Tudo se faz por contraste; da luta dos contráriosnasce a mais bela harmonia (Heráclito de Éfeso) Nas belas margens do rio Caístro, o filósofo Heráclito de Éfeso pensou consigo mesmo “completo e incompleto, concorde e discorde, harmonia e desarmonia,Continuar lendo “Oposto a Heráclito”

7 passos infalíveis para emburrecer seu aluno pelo exercício da redação

Lista elaborada pela professora de língua portuguesa e latim Amanda Stella.

Conheça o enigmático quadrado de Sator

O quadrado de Sator pode ser só um enigma engraçado, criado por um cidadão romano por brincadeira. Mas o que ele não imaginava é que havia inventado um quebra-cabeça para os eruditos que o estudam até hoje, dois mil anos depois. Eles eram frequentemente gravados nas paredes. Um dos exemplos mais antigos foi encontrado emContinuar lendo “Conheça o enigmático quadrado de Sator”

Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?

Crônica de Umberto Eco para o jornal La Nacion, de Roma, publicado em 1991. Tradução para o português brasileiro de Charles Andrade, vulgo eu. Há pouco tempo me entretinha imaginando nossos antepassados que falavam de seus escravos treinados para desenhar caracteres cuneiformes como se fossem computadores modernos. Eu estava entretido, mas não brincando. Quando lemosContinuar lendo “Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?”

Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa

Não vou entrar no mérito se a adoção do gênero neutro na língua portuguesa como alguns têm proposto é desejável ou necessária. Já ouvi bons argumentos e contra-argumentos dos dois lados. Para alguns, é uma agressão à norma culta da língua e não faz sentido do ponto de vista gramatical, especialmente se considerarmos a origemContinuar lendo “Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa”

Linguagem e racismo

O óbvio precisa ser dito: figuras de linguagem que usam a metáfora de luz e trevas, claro e escuro, branco e preto etc. não necessariamente fazem referência à cor da pele dos seres humanos. Usar a metáfora do preto e do escuro em expressões negativas e a metáfora do branco e do claro em expressõesContinuar lendo “Linguagem e racismo”

Pseudoprofundidade: como falar muito sem dizer nada

Trechos de um artigo do filósofo inglês Stephen Law. Pseudoprofundidade é a arte de soar profundo falando nonsense. Diferente da arte de ser de fato profundo, a arte de soar profundo não é difícil de dominar. Há receitas básicas que podem produzir resultados bem convincentes – bons o bastante para convencer os outros e talvez até aContinuar lendo “Pseudoprofundidade: como falar muito sem dizer nada”