A virtude da mente-aberta

Coluna de Marcelo Cabral para a revista Unus Mundus. Minha atenção nesta coluna se volta para a virtude da mentalidade-aberta, uma habilidade intelectual que se encontra, marcadamente, na fronteira dos saberes. Ela é ao mesmo tempo (e às vezes pela mesma pessoa) estimada e estigmatizada, perseguida e evitada, louvada e condenada. Eu gosto de serContinuar lendo “A virtude da mente-aberta”

Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA

O professor e historiador Leandro Karnal senta para conversar com a inteligência artificial Claude, da Anthropic. Não para testá-la, nem para se maravilhar com seus truques, mas para entender suas estratégias e seus limites. Neste encontro, ele parte de uma questão simples e antiga: como se deve chamar uma máquina? Do nome nasce todo o resto — oContinuar lendo “Conversa filosófica de Leandro Karnal com uma IA”

Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?

“Responsabilidade intergeracional” diz respeito à urgência de se pensar a responsabilidade moral e política para além da geração presente. Está em jogo a questão de saber se e por que os seres humanos possuem deveres morais em relação a pessoas que já morreram ou que ainda não nasceram. Em suma, como podemos fundamentar obrigações éticasContinuar lendo “Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?”

A arte esquecida de perguntar

Coluna de Marcelo Cabral para a revista Unus Mundus. Ano passado tive uma daquelas raras oportunidades que às vezes temos a graça de topar. Estava na universidade de Birmingham, na Inglaterra, para a apresentação de um trabalho, quando um caro amigo que ali também estava propôs a mim e a outro amigo: “Hoje à noiteContinuar lendo “A arte esquecida de perguntar”

Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum

Crônica de Robert Lynd (The Living Age, 1930, pp. 570–573).Tradução de Desidério Murcho para o portal Crítica. Veja também: Breve definição de filosofia — Tens lido Epicteto? — Ultimamente, não. — Oh, não deixes de lê-lo. Tommy tem estado a lê-lo pela primeira vez, e está terrivelmente empolgado. Apanhei estas sobras de diálogo da mesaContinuar lendo “Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum”

Prof. Clóvis de Barros sobre ter brio intelectual

Nesta fala (recorte de uma aula que viralizou), o Prof. Clóvis de Barros defende que o desenvolvimento intelectual exige enfrentar textos e ideias difíceis em vez de buscar apenas conteúdos fáceis e imediatamente prazerosos. Ele usa o exemplo da leitura de obras filosóficas complexas, como as de Kant, para argumentar que o desconforto diante daContinuar lendo “Prof. Clóvis de Barros sobre ter brio intelectual”

Pensar por si mesmo

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Veja também: Sobre a leitura e os livros | Sobre a erudição e os eruditos A mais rica das bibliotecas, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma modesta, mas bem ordenada. Do mesmo modo, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não elaboradaContinuar lendo “Pensar por si mesmo”

Tolerância e ofensa

Reflexão de Desidério Murcho para o jornal Público do dia 22 de janeiro de 2008. A tolerância é uma das noções mais difíceis de compreender. Confunde-se geralmente com o relativismo epistêmico e esta confusão denuncia incapacidade ou até falta de vontade para aceitar a tolerância. Os pensadores pós-modernistas são responsáveis por contaminar a cultura contemporâneaContinuar lendo “Tolerância e ofensa”

Ortodoxia – Chesterton

Excertos extraídos do livro Ortodoxia, de G. K. Chesterton (1874-1936). Da dificuldade de explicar algo de que estamos completamente convencidos É muito difícil defender algo de que se está inteiramente convencido. Se alguém está convencido apenas em parte porque descobriu esta ou aquela prova, consegue facilmente explicá-la. Mas ninguém se sente realmente convencido acerca de umaContinuar lendo “Ortodoxia – Chesterton”

O que temos a perder

A nossa civilização é mais preciosa e mais frágil do que a maioria das pessoas supõe. É o que defende o médico britânico Theodore Dalrymple no artigo abaixo, publicado originalmente no City Journal no outono de 2001. O texto foi traduzido na íntegra por Aluízio Couto e publicado no portal Crítica na Rede. Veja também: Nossa civilizaçãoContinuar lendo “O que temos a perder”