Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?

O que chamo de “responsabilidade intergeracional” diz respeito à urgência de se pensar a responsabilidade moral e política para além da geração presente. Está em jogo a questão de saber se e por que os seres humanos possuem deveres morais em relação a pessoas que já morreram ou que ainda não nasceram. Em suma, comoContinuar lendo “Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?”

A fábula do dragão tirano

Nick Bostrom é professor de filosofia na Oxford University e diretor do Future of Humanity Institute. Ele é autor do famoso livro sobre inteligência artificial “Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies” e sua pesquisa versa nas área de inteligência artificial, biossegurança, macroestratégia e diversos outros temas voltados à tecnologia. A crônica a seguir vai prender sua atenção.Continuar lendo “A fábula do dragão tirano”

Não compre pacotes ideológicos!

O que comumente se chama de esquerda e direita hoje no Brasil são ideologias político-partidárias que pretendem implementar na sociedade, cada uma a seu modo, uma agenda moral e uma agenda econômica. A agenda moral da esquerda é frequentemente chamada de “progressista” enquanto a agenda moral da direita é frequentemente chamada de “conservadora”. Paralelo aContinuar lendo “Não compre pacotes ideológicos!”

O que faz um trabalho científico ser original?

Artigo do professor Marco Mello no blog Sobrevivendo na Ciência. A originalidade é a principal diferença entre uma monografia de graduação, uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado. Enquanto nos dois primeiros níveis não é necessário apresentar um trabalho original, no terceiro a originalidade é uma condição obrigatória. No geral, isso significa que, em uma monografiaContinuar lendo “O que faz um trabalho científico ser original?”

Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência

Exigências burocráticas e uma cultura que privilegia a quantidade em vez da qualidade levam cientistas à exaustão – e à malandragem – para garantir bolsas de pesquisa. É o que mostra a matéria a seguir, da revista Superinteressante. O tcheco Ján Hoch tinha 16 anos em 1940, quando perdeu a família nas câmaras de gásContinuar lendo “Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência”

30 frases pichadas em Pompeia mostram quão pouco mudamos em 2 mil anos

Se você pensava que foram os adolescentes modernos que inventaram as pichações, os grafites e as inscrições inadequadas nos banheiros públicos, acho melhor rever seus conceitos. Em descobertas recentes, arqueólogos têm documentado grafites e pichações em latim nas paredes das antigas cidades romanas. Boa parte dessas inscrições urbanas se encontram mais bem conservadas na antigaContinuar lendo “30 frases pichadas em Pompeia mostram quão pouco mudamos em 2 mil anos”

Em “Começo conjectural da história humana”, Kant concilia o Gênesis e Darwin

Neste artigo escrito em 1786, o já renomado filósofo Immanuel Kant examina o momento em que o homem passa do estado de rudeza animal para o de ser racional. Usando como guia o relato bíblico da queda de Adão e outras passagens do Gênesis, supõe que a ruptura entre o instinto e a razão marcaContinuar lendo “Em “Começo conjectural da história humana”, Kant concilia o Gênesis e Darwin”

Como falar muito sem dizer nada

Trechos de um artigo do filósofo inglês Stephen Law. Pseudoprofundidade é a arte de soar profundo falando nonsense. Diferente da arte de ser de fato profundo, a arte de soar profundo não é difícil de dominar. Como veremos, há receitas básicas que podem produzir resultados bastante convincentes – bons o bastante para convencer os outros e talvezContinuar lendo “Como falar muito sem dizer nada”

Ortodoxia – Chesterton

Excertos extraídos do livro Ortodoxia, de G. K. Chesterton (1874-1936). Da dificuldade de explicar algo de que estamos completamente convencidos Fica muito difícil defender algo de que se está inteiramente convencido. Se alguém está convencido apenas em parte porque descobriu esta ou aquela prova da coisa, consegue facilmente explicá-la. Mas ninguém se sente realmente convencido acercaContinuar lendo “Ortodoxia – Chesterton”

Meritocracia não é um conceito capitalista

Neste breve artigo, Rodrigo da Silva argumenta que a meritocracia não é um conceito capitalista, como geralmente se pensa. Pelo contrário, a meritocracia seria anticapitalista. Uma tese bastante incomum, mas que faz muito sentido. Meritocracia não é um conceito capitalista. Pelo contrário. Esse é provavelmente o maior mito econômico de nosso tempo. Por mais estranhoContinuar lendo “Meritocracia não é um conceito capitalista”