Muito antes da invenção da imprensa, da internet ou das inteligências artificiais (IAs) generativas, Platão já estava preocupado com o que as novas tecnologias da informação poderiam fazer conosco. A crítica de Sócrates à invenção da escrita no trecho final do diálogo Fedro (274c – 278b) se aplica com muita propriedade ao debate contemporâneo emContinuar lendo “Platão nos alertou sobre o ChatGPT”
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Atletas nus e lutas até a morte: o que de fato acontecia nas Olimpíadas antigas
O primeiro vencedor registrado nas Olimpíadas foi Coroebus de Élis. Cozinheiro de profissão, Coroebus venceu o evento chamado “stadion”, uma corrida a pé de pouco menos de 200 metros, realizada em linha reta. Coroebus foi vitorioso no ano 776 a.C., mas esse provavelmente não foi o ano dos primeiros jogos olímpicos. Alguns escritores antigos, comoContinuar lendo “Atletas nus e lutas até a morte: o que de fato acontecia nas Olimpíadas antigas”
12 frases famosas que nunca foram ditas pelos seus supostos autores
Sócrates nunca disse “só sei que nada sei”.Nietzsche nunca disse “Deus está morto”.Agostinho nunca disse “creio porque é absurdo”.Dostoiévski nunca disse “se Deus não existe, tudo é permitido”.Maquiavel nunca disse “os fins justificam os meios”.Platão nunca disse “só os mortos conhecem o fim da guerra”.Gandhi nunca disse “seja a mudança que você quer ver noContinuar lendo “12 frases famosas que nunca foram ditas pelos seus supostos autores”
Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?
Crônica de Umberto Eco para o jornal La Nacion, de Roma, publicado em 1991. Tradução para o português brasileiro de Charles Andrade, vulgo eu. Há pouco tempo me entretinha imaginando nossos antepassados que falavam de seus escravos treinados para desenhar caracteres cuneiformes como se fossem computadores modernos. Eu estava entretido, mas não brincando. Quando lemosContinuar lendo “Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?”
Sobre os ombros de gigantes: a ciência não é uma invenção moderna
Platão não era o nome verdadeiro do famoso filósofo grego. De acordo com Diógenes Laércio, na obra Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres (III, 5), seu nome verdadeiro era Arístocles, como seu avô. Ainda na adolescência, porém, seu treinador de luta, Aristão de Argos, o apelidou de Platão, que significa “ombros largos”, por conta de sua figura robusta.Continuar lendo “Sobre os ombros de gigantes: a ciência não é uma invenção moderna”
A refutação universal de todos os sistemas filosóficos
Crônica atribuída ao filósofo, matemático e lógico americano — e, nas horas vagas, também mágico e pianista — Raymond Smullyan (1919-2017). Certa vez, um filósofo teve o seguinte sonho. Primeiro apareceu-lhe Aristóteles, e nosso filósofo lhe disse: “Você pode me fazer um esboço sintético de quinze minutos sobre toda a sua filosofia?” Para surpresa doContinuar lendo “A refutação universal de todos os sistemas filosóficos”
Qual filósofo você é?
Veja também: Breve definição de filosofia | Mapa da história da filosofia Se você tem alguma noção de filosofia e consegue ler razoavelmente em inglês, vai se divertir respondendo este pequeno teste. São 12 questões simples de múltipla escolha sobre variados temas e problemas filosóficos. Não há respostas certas ou erradas: o que se espera é aContinuar lendo “Qual filósofo você é?”
Sobre o que há: Quine e o problema fundamental da ontologia
Artigo do filósofo americano Willard Van Orman Quine (1908-2000) sobre o problema fundamental da ontologia. Extraído do livro De um ponto de vista lógico: nove ensaios lógico-filosóficos (São Paulo: Editora UNESP, 2011, p. 11-35). Algo curioso sobre o problema ontológico é sua simplicidade. Pode ser formulado com três monossílabos do português: “O que há?”. E pode serContinuar lendo “Sobre o que há: Quine e o problema fundamental da ontologia”
Sobre “Matrix” (1999)
Resenha de Alexandre Machado no blog Problemas Filosóficos. Veja também: Sobre “O Show de Truman” O filme Matrix (1999), apresenta um cenário cético semelhante a outros já imaginados na história da filosofia a fim de argumentar contra a possibilidade do conhecimento do mundo exterior, que conhecemos por meio dos sentidos e que acreditamos ser objetivo.Continuar lendo “Sobre “Matrix” (1999)”
Os livros adaptados e o esvaziamento da linguagem
Coluna de Maurício Tuffani, editor-chefe da revista Scientific American Brasil, para o jornal Folha de São Paulo do dia 14 de maio de 2014. Ainda está rendendo discussões a simplificação de textos clássicos da literatura, cuja tematização na imprensa e nas redes sociais teve como ponto de partida o artigo “Escritora muda obra de MachadoContinuar lendo “Os livros adaptados e o esvaziamento da linguagem”

