Discurso de posse de Jorge Amado na Academia Brasileira de Letras

Rio de Janeiro, 17 de julho de 1961. Sr. Presidente, Senhores Acadêmicos, Chego à vossa ilustre companhia com a tranquila satisfação de ter sido intransigente adversário dessa instituição, naquela fase da vida em que devemos ser, necessária e obrigatoriamente, contra o assentado e o definitivo, quando a nossa ânsia de construir encontra sua melhor aplicaçãoContinuar lendo “Discurso de posse de Jorge Amado na Academia Brasileira de Letras”

Sobre os nomes dos meses e dias da semana

Veja também: O calendário cristão está errado Desde criança, uma pergunta me inquieta, mas nenhum dos adultos que eu conhecia jamais foi capaz de respondê-la. Eu mesmo me tornei adulto, mas até pouco tempo atrás não conseguia ainda saciar a curiosidade da criança dentro de mim. A pergunta continuava insolúvel, e consistia no seguinte: Por queContinuar lendo “Sobre os nomes dos meses e dias da semana”

Os 10 idiomas mais falados no mundo

Segundo a última edição do livro Ethnologue: languages of the world, o número de línguas faladas no mundo hoje é 6912. Confira na lista abaixo as dez línguas mais faladas no mundo, com seu respectivo número de falantes e alguns países e regiões onde ela é o idioma oficial. Note que o Inglês, considerada hojeContinuar lendo “Os 10 idiomas mais falados no mundo”

Uma questão de nacionalidade: Americano, norte-americano ou estadunidense?

Qual a maneira correta de indicar a nacionalidade de quem nasce nos Estados Unidos da América? Como devo me referir a algo que tem origem, características ou ligação com esse país? Americano, norte-americano ou estadunidense? Eu mesmo convivi com essa dúvida por um bom tempo. Somente agora tive a disposição de pesquisar, ler, comparar opiniõesContinuar lendo “Uma questão de nacionalidade: Americano, norte-americano ou estadunidense?”

Poema com palíndromos

O poema a seguir é de minha autoria. Digo isso não absolutamente, pois não criei nenhum desses versos. Após reunir todos os palíndromos que encontrei em língua portuguesa (55 no total), isolados e espalhados por diversas fontes, meu trabalho consistiu apenas em organizá-los, dispondo-os numa ordem lógica de modo a dar-lhes sentido semântico. Gostei do resultado eContinuar lendo “Poema com palíndromos”

Origem de algumas expressões populares brasileiras

  Extraído dos livros De onde vêm as palavras: origens e curiosidades da língua portuguesa, de Deonísio Silva (1997); e O Dialeto Caipira, de Amadeu Amaral (1982). Uai: Há controvérsias quanto à origem desse típico dialeto caipira, muito falado nos estados de Minas Gerais e Goiás. Para o filólogo Amadeu Amaral (1875-1929), essa expressão, que indica surpresa ou dúvida, teria surgido da mudança da palavraContinuar lendo “Origem de algumas expressões populares brasileiras”

Quais são os sobrenomes mais comuns?

Os sobrenomes surgiram para diferenciar nomes repetidos – fato comum desde as culturas mais antigas. Os primeiros sobrenomes de que se tem notícia são os patronímicos, isto é, os que fazem referência ao pai. Esse gênero difundiu-se bastante na língua inglesa, em que há uma grande quantidade de sobrenomes que terminam em son (filho) – como Jackson,Continuar lendo “Quais são os sobrenomes mais comuns?”

O poder da vírgula

Crônica de Martha Medeiros publicada no jornal Zero Hora do dia 06 de agosto de 2008. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) completou 100 anos e aproveitou para lançar uma campanha muito útil a todos os brasileiros, não só aos jornalistas. Ela defende o uso correto da vírgula. Todas as pessoas alfabetizadas escrevem. E-mails, bilhetes, cartões, teses, contratos, receitas, blogs… AlgumasContinuar lendo “O poder da vírgula”

Muletas e chavões de texto

Se eu leio coisas em seu texto como: Confira Esbanja [algo] Não é para menos Não poderia deixar de [verbo] É isso mesmo: [afirmação pseudo-bombástica qualquer] É isso mesmo:  [informação repetida] Só para você ter uma ideia: são mais de [algo] Já imaginou/pensou [algo]? – como introdução de texto “O mesmo” – em lugar de nome eContinuar lendo “Muletas e chavões de texto”

Crônicas de Luis Fernando Verissimo

SEGURANÇA O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as mais belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravamContinuar lendo “Crônicas de Luis Fernando Verissimo”