A resistência é inútil: uma economia política da inteligência artificial

Artigo de Edward Könings publicado originalmente em seu blog pessoal. Um dos temas quentes do século é o rápido desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial (IA) e machine learning (ML). Desde o lançamento do Chat GPT pela Open AI em 2022, ficou inegável para o mundo que o desenvolvimento de máquinas com aspectos da inteligência humana estáContinuar lendo “A resistência é inútil: uma economia política da inteligência artificial”

Não compre pacotes ideológicos!

O que comumente se chama de esquerda e direita hoje no Brasil são ideologias político-partidárias que pretendem implementar na sociedade, cada uma a seu modo, uma agenda moral e uma agenda econômica. A agenda moral da esquerda é frequentemente chamada de “progressista” enquanto a agenda moral da direita é frequentemente chamada de “conservadora”. Paralelo aContinuar lendo “Não compre pacotes ideológicos!”

Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa

Não vou entrar no mérito se a adoção do gênero neutro na língua portuguesa como alguns têm proposto é desejável ou necessária. Já ouvi bons argumentos e contra-argumentos dos dois lados. Para alguns, é uma agressão à norma culta da língua e não faz sentido do ponto de vista gramatical, especialmente se considerarmos a origemContinuar lendo “Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa”

Por que bolsonarismo e lulismo convergem em opiniões pró-Rússia?

Sobre a guerra na Ucrânia, talvez o que mais me chamou a atenção até agora é o fato de que, no Brasil, tanto a extrema direita quanto a extrema esquerda, na contramão das democracias ocidentais que se solidarizam com a Ucrânia, tendem a opiniões pró-Rússia. Por um lado, Jair Bolsonaro, que acabara de retornar deContinuar lendo “Por que bolsonarismo e lulismo convergem em opiniões pró-Rússia?”

Concurso de popularidade

É claro que não devemos generalizar, mas há algo na natureza humana que faz com que, via de regra, as pessoas mais brilhantes, inteligentes e competentes da sociedade sejam as menos populares. Parece enredo de comédia hollywoodiana, mas é real: desde sempre, o garoto mais estudioso e dedicado da classe sofre bullying, enquanto o maisContinuar lendo “Concurso de popularidade”

Linguagem e racismo

O óbvio precisa ser dito: figuras de linguagem que usam a metáfora de luz e trevas, claro e escuro, branco e preto etc. não necessariamente fazem referência à cor da pele dos seres humanos. Usar a metáfora do preto e do escuro em expressões negativas e a metáfora do branco e do claro em expressõesContinuar lendo “Linguagem e racismo”

Mãe explica por que excluiu redes sociais da filha com 2 milhões de seguidores

No mês passado, a médica paulistana Fernanda Rocha Kanner compartilhou em seu Instagram um longo texto no qual justificava a ausência da filha, Nina Rios, de 14 anos, da rede social e também do TikTok. A adolescente já era considerada uma digital influencer com seus quase 2 milhões de seguidores e tinha dezenas de fã-clubes. OContinuar lendo “Mãe explica por que excluiu redes sociais da filha com 2 milhões de seguidores”

Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência

Exigências burocráticas e uma cultura que privilegia a quantidade em vez da qualidade levam cientistas à exaustão – e à malandragem – para garantir bolsas de pesquisa. É o que mostra a matéria a seguir, da revista Superinteressante. O tcheco Ján Hoch tinha 16 anos em 1940, quando perdeu a família nas câmaras de gásContinuar lendo “Como a indústria dos artigos científicos é péssima para o avanço da ciência”

Uma voz dissidente na pandemia

Na média, intelectuais e acadêmicos tendem a ser menos céticos quanto aos perigos da pandemia de COVID-19 e menos críticos às medidas de prevenção do contágio. Tendem portanto a apoiar mais os decretos de isolamento social e a obedecer mais o imperativo sanitário: “fique em casa”. É claro que eles também são mais abastados, têmContinuar lendo “Uma voz dissidente na pandemia”

A arte perdida de ler até o fim

Artigo de Danilo Venticinque para a revista Época. Abandonar um texto logo nas primeiras linhas é um direito inalienável de qualquer leitor. Talvez você nem esteja lendo esta linha: ao ver que a primeira frase deste texto era uma obviedade, nada mais natural do que clicar em outra aba do navegador. Ou talvez você tenha perseverado atéContinuar lendo “A arte perdida de ler até o fim”