Substitutos modernos para a religião – Aldous Huxley

Artigo de opinião do escritor inglês Aldous Huxley (1894-1963), publicado originalmente na edição de novembro de 1927 da revista Vanity Fair. Tradução livre de Eder Capobianco. Durante os últimos duzentos ou trezentos anos as religiões do Ocidente decaíram manifestamente. Tem havido altos, é verdade, assim como baixos; mas o movimento descendente predominou, e como resultado estamos vivendo hoje no queContinuar lendo “Substitutos modernos para a religião – Aldous Huxley”

O ritual do corpo entre os Sonacirema

Artigo do antropólogo americano Horace Mitchell Miner. In: A.K. Rooney e P.L. de Vore (orgs.). You and the others: readings in introductory anthropology. Cambridge: Erlich, 1976. O antropólogo está tão familiarizado com a diversidade de comportamentos que diferentes povos apresentam em situações semelhantes, que é incapaz de se surpreender mesmo em face dos costumes maisContinuar lendo “O ritual do corpo entre os Sonacirema”

Ortodoxia – Chesterton

Excertos extraídos do livro Ortodoxia, de G. K. Chesterton (1874-1936). Da dificuldade de explicar ou justificar algo de que estamos completamente convencidos É muito difícil defender algo de que se está inteiramente convencido. Se alguém está convencido apenas em parte porque descobriu esta ou aquela prova, consegue facilmente explicá-la. Mas ninguém se sente realmente convencido acercaContinuar lendo “Ortodoxia – Chesterton”

A carta do cacique Seattle

Em 1854, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, enviou esta carta ao então presidente dos Estados Unidos, Francis Pierce, depois dele ter dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios, no oeste do país. A carta tem mais de um século e meio, mas o desabafo do cacique ainda soa bem atual.Continuar lendo “A carta do cacique Seattle”

Santificado seja o teu nome

Reflita comigo sobre a fonética das letras. Consoantes soam como sólidas, concretas, palpáveis, tangíveis, quase corpóreas e materiais. Vogais soam como fluidas, maleáveis, abstratas, incorpóreas e imateriais. Você consegue “tocar” com os lábios no bê, no pê ou no eme, assim como consegue “tocar” com a língua no éle, no dê ou no tê. MasContinuar lendo “Santificado seja o teu nome”

Vida após o parto

No ventre de uma mulher grávida, dois gêmeos dialogam: – Você acredita em vida após o parto? – Claro! Deve haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde. – Bobagem, não há vida após o nascimento! Afinal, como seria essa vida? – Não seiContinuar lendo “Vida após o parto”