Coluna de Marcelo Cabral para a revista Unus Mundus. Minha atenção nesta coluna se volta para a virtude da mentalidade-aberta, uma habilidade intelectual que se encontra, marcadamente, na fronteira dos saberes. Ela é ao mesmo tempo (e às vezes pela mesma pessoa) estimada e estigmatizada, perseguida e evitada, louvada e condenada. Eu gosto de serContinuar lendo “A virtude da mente-aberta”
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Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?
“Responsabilidade intergeracional” diz respeito à urgência de se pensar a responsabilidade moral e política para além da geração presente. Está em jogo a questão de saber se e por que os seres humanos possuem deveres morais em relação a pessoas que já morreram ou que ainda não nasceram. Em suma, como podemos fundamentar obrigações éticasContinuar lendo “Responsabilidade intergeracional: temos deveres em relação às gerações passadas e futuras?”
Uma reforma eleitoral para salvar a política no Brasil
Artigo de opinião do economista Ricardo Amorim. De uns tempos para cá, o sistema político brasileiro tornou-se completamente disfuncional. Não que ele funcionasse às mil maravilhas antes, mas o que era ruim ficou péssimo. O problema não é exclusividade brasileira. Mesmo países onde o sistema político funcionava bem vivem hoje o mesmo problema. Migramos paraContinuar lendo “Uma reforma eleitoral para salvar a política no Brasil”
Julgando o cinema do passado
Cada vez mais o cinema do passado corre o risco de desaparecer. Por quê? É o que responde este artigo de opinião de André Brandão para o site da Brasil Paralelo. Numa entrevista recente, o diretor Steven Spielberg disse que se arrependeu de alterar cenas de E.T.: O Extraterrestre (1982) para o relançamento do filme em 2002.Continuar lendo “Julgando o cinema do passado”
Não compre pacotes ideológicos!
O que comumente se chama de esquerda e direita hoje no Brasil são ideologias político-partidárias que pretendem implementar na sociedade, cada uma a seu modo, uma agenda moral e uma agenda econômica. A agenda moral da esquerda é frequentemente chamada de “progressista” enquanto a agenda moral da direita é frequentemente chamada de “conservadora”. Paralelo aContinuar lendo “Não compre pacotes ideológicos!”
Por que bolsonarismo e lulismo convergem em opiniões pró-Rússia?
Sobre a guerra na Ucrânia, talvez o que mais me chamou a atenção até agora é o fato de que, no Brasil, tanto a extrema direita quanto a extrema esquerda, na contramão das democracias ocidentais que se solidarizam com a Ucrânia, tendem a opiniões pró-Rússia. Por um lado, Jair Bolsonaro, que acabara de retornar deContinuar lendo “Por que bolsonarismo e lulismo convergem em opiniões pró-Rússia?”
Pensar por si mesmo
Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Veja também: Sobre a leitura e os livros | Sobre a erudição e os eruditos A mais rica das bibliotecas, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma modesta, mas bem ordenada. Do mesmo modo, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não elaboradaContinuar lendo “Pensar por si mesmo”
Tolerância e ofensa
Reflexão de Desidério Murcho para o jornal Público do dia 22 de janeiro de 2008. A tolerância é uma das noções mais difíceis de compreender. Confunde-se geralmente com o relativismo epistêmico e esta confusão denuncia incapacidade ou até falta de vontade para aceitar a tolerância. Os pensadores pós-modernistas são responsáveis por contaminar a cultura contemporâneaContinuar lendo “Tolerância e ofensa”
Pessoas ignorantes em política devem ter o direito de votar?
Artigo de opinião do professor e cientista político português João Pereira Coutinhopara o jornal Folha de São Paulo do dia 27 de setembro de 2016. Vamos ser honestos? A democracia não é o melhor regime político. Você sabe disso. Muitas vezes, as maiorias elegem governos incompetentes, mentirosos, corruptos e autoritários. Então surge a pergunta: Devemos concederContinuar lendo “Pessoas ignorantes em política devem ter o direito de votar?”
O que temos a perder
A nossa civilização é mais preciosa e mais frágil do que a maioria das pessoas supõe. É o que defende o médico britânico Theodore Dalrymple no artigo abaixo, publicado originalmente no City Journal no outono de 2001. O texto foi traduzido na íntegra por Aluízio Couto e publicado no portal Crítica na Rede. Veja também: Nossa civilizaçãoContinuar lendo “O que temos a perder”

