A música mais antiga do mundo

Esta canção dedicada a Nikkal, deusa hurrita da lua, é a peça musical mais antiga para a qual temos tanto a letra quanto as notas musicais que a acompanham. A obra foi escrita em tábuas de argila há cerca de 3500 anos e descoberta por arqueólogos na década de 1950 nas ruínas da antiga cidadeContinuar lendo “A música mais antiga do mundo”

Oposto a Heráclito

Poema de Danilo Fraga Dantas, professor de filosofia da UFPB, publicado originalmente no blog O Purgatório em 2011. Tudo se faz por contraste; da luta dos contráriosnasce a mais bela harmonia (Heráclito de Éfeso) Nas belas margens do rio Caístro, o filósofo Heráclito de Éfeso pensou consigo mesmo “completo e incompleto, concorde e discorde, harmonia e desarmonia,Continuar lendo “Oposto a Heráclito”

A Sepultura – Guy de Maupassant

Conto do escritor francês Guy de Maupassant (1850-1893), publicado em 29 de julho de 1884. Título original: “La tombe”. Tradução: Jaimir Conte. No dia 17 de julho de 1863, às duas horas e meia da madrugada, o guarda do cemitério de Bèziers, que morava num pequena casinha nos fundos do cemitério, foi despertado pelos latidosContinuar lendo “A Sepultura – Guy de Maupassant”

A prosa poética de Khalil Gibran

No começo da pandemia de Covid-19, quando ainda estava na moda nos incentivarmos mutuamente a ficar em casa, ganhei da minha sogra uma coleção de livros do famoso escritor libanês Khalil Gibran (1883-1931). São dez exemplares já amarelados e gastos da década de 1980, com tradução para o português de Mansour Challita. Raridades que hoje sóContinuar lendo “A prosa poética de Khalil Gibran”

Solidão amiga – Rubem Alves

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão desligada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão. O que mais você deseja é não estar só. Mas deixa que euContinuar lendo “Solidão amiga – Rubem Alves”

Crônicas sobre nossa percepção do tempo

Reuni todas estas crônicas em um único post porque elas tratam de um assunto em comum: a nossa percepção do tempo. Não são sobre o tempo propriamente dito, enquanto categoria da física, da cosmologia ou da metafísica. São sobre a maneira como nós o experimentamos, como o percebemos no cotidiano, como lidamos com ele noContinuar lendo “Crônicas sobre nossa percepção do tempo”

A arte de envelhecer

O tema da velhice foi objeto de brilhantes filósofos. Um dos melhores livros já escritos sobre o assunto foi A Arte do Envelhecimento, de Cícero. Ele nota, primeiramente, que todas as idades têm seus encantos e suas dificuldades. E depois aponta para um paradoxo da humanidade. Todos sonhamos ter uma vida longa, o que significaContinuar lendo “A arte de envelhecer”

Poema com palíndromos

O poema a seguir é de minha autoria, muito embora eu não tenha criado nenhum destes versos. Após reunir os melhores palíndromos* que encontrei em língua portuguesa (126 no total), isolados e espalhados por diversas fontes, meu trabalho consistiu apenas em organizá-los, dispondo-os numa ordem semântica de modo a dar-lhes algum sentido. Gostei do resultadoContinuar lendo “Poema com palíndromos”

Parmênides e “Interestelar”

Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo me impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido pelo caminho famoso da divindade, que leva o homem sabedor por todas as cidades. Por aí me levaram os habilíssimos corcéis, puxando o carro, enquanto as jovens mostravam o caminho. O eixo silvava nos cubos como uma siringe,Continuar lendo “Parmênides e “Interestelar””

As proezas de João Grilo

Estes versos são talvez os mais famosos e icônicos de toda a literatura de cordel. Lembro que meu avô lia isso pra mim na infância (boa parte ele apenas recitava, pois sabia de cor). A autoria é do cordelista paraibano João Martins de Athayde (1880-1959). O personagem João Grilo foi quem inspirou o protagonista homônimo de “OContinuar lendo “As proezas de João Grilo”