Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?

Crônica de Umberto Eco para o jornal La Nacion, de Roma, publicado em 1991. Tradução para o português brasileiro de Charles Andrade, vulgo eu. Há pouco tempo me entretinha imaginando nossos antepassados que falavam de seus escravos treinados para desenhar caracteres cuneiformes como se fossem computadores modernos. Eu estava entretido, mas não brincando. Quando lemosContinuar lendo “Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?”

Entrevista em vídeo do criador da teoria do Big Bang

Talvez você não saiba, mas o pai da teoria do Big Bang – o modelo científico mais aceito atualmente para explicar o início da expansão do universo — é um físico belga que também era padre: Georges Lemaître (1894-1966), que apresentou sua hipótese do “átomo primordial” em 1931. Pois saiba que em 1964, dois anosContinuar lendo “Entrevista em vídeo do criador da teoria do Big Bang”

A resistência é inútil: uma economia política da inteligência artificial

Artigo de Edward Könings publicado originalmente em seu blog pessoal. Um dos temas quentes do século é o rápido desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial (IA) e machine learning (ML). Desde o lançamento do ChatGPT pela Open AI em 2022, ficou inegável para o mundo que o desenvolvimento de máquinas com aspectos da inteligência humana está avançandoContinuar lendo “A resistência é inútil: uma economia política da inteligência artificial”

Notas de Portugal

“O mundo é um livro e aquele que não viaja lê sempre a mesma página.” (Agostinho) Em janeiro deste ano, visitei Portugal a fim de participar do 6° Congresso Ibero-americano de Filosofia, realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). Foi a minha primeira oportunidade de participar de um evento acadêmico fora doContinuar lendo “Notas de Portugal”

Sobre os ombros de gigantes: a ciência não é uma invenção moderna

Platão não era o nome verdadeiro do famoso filósofo grego. De acordo com Diógenes Laércio, na obra Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres (III, 5), seu nome verdadeiro era Arístocles, como seu avô. Ainda na adolescência, porém, seu treinador de luta, Aristão de Argos, o apelidou de Platão, que significa “ombros largos”, por conta de sua figura robusta.Continuar lendo “Sobre os ombros de gigantes: a ciência não é uma invenção moderna”

A arte esquecida de perguntar

Coluna de Marcelo Cabral para a revista Unus Mundus. Ano passado tive uma daquelas raras oportunidades que às vezes temos a graça de topar. Estava na universidade de Birmingham, na Inglaterra, para a apresentação de um trabalho, quando um caro amigo que ali também estava propôs a mim e a outro amigo: “Hoje à noiteContinuar lendo “A arte esquecida de perguntar”

A Terra é redonda e disso os antigos já sabiam

Veja também: A ciência não é uma invenção moderna Depois das viagens espaciais, é indiscutível para pessoas minimamente escolarizadas que o formato do nosso planeta não é plano, como sugerem alguns fanáticos, mas redondo. Foguetes levando satélites e outros equipamentos são lançados para a órbita da Terra o tempo todo; e disso temos milhares eContinuar lendo “A Terra é redonda e disso os antigos já sabiam”

Jeitinho, gambiarras e soluções paliativas

José Brasileiro da Silva estava trabalhando no computador e o sistema operacional apresentava insistentemente uma mensagem de erro. Ao procurar na internet um tutorial de como resolver esse problema, tudo o que ele encontrou aos montes foram dicas de como apagar ou suprimir as notificações e não vê-las mais. Voltando para casa, o painel doContinuar lendo “Jeitinho, gambiarras e soluções paliativas”

O homem cordial e o jeitinho brasileiro

Reflexão de Anderson Paz no Facebook. Em 1936, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda explicou a cordialidade do povo brasileiro. Para ele, o brasileiro é um “homem cordial” porque desenvolve suas relações interpessoais através do afeto. O brasileiro age com o coração. Existe no Brasil uma cultura civil que mistura os âmbitos público e privado.Continuar lendo “O homem cordial e o jeitinho brasileiro”

Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum

Crônica de Robert Lynd (The Living Age, 1930, pp. 570–573).Tradução de Desidério Murcho para o portal Crítica. Veja também: Breve definição de filosofia — Tens lido Epicteto? — Ultimamente, não. — Oh, não deixes de lê-lo. Tommy tem estado a lê-lo pela primeira vez, e está terrivelmente empolgado. Apanhei estas sobras de diálogo da mesaContinuar lendo “Sobre não ser filósofo: Epicteto e o homem comum”