O homem cordial e o jeitinho brasileiro

Artigo de opinião de Anderson Paz no Facebook. Em 1936, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda explicou a cordialidade do povo brasileiro. Para ele, o brasileiro é um “homem cordial” porque desenvolve suas relações interpessoais através do afeto. O brasileiro age com o coração. Existe no Brasil uma cultura civil que mistura os âmbitos públicoContinuar lendo “O homem cordial e o jeitinho brasileiro”

Não compre pacotes ideológicos!

O que comumente se chama de esquerda e direita hoje no Brasil são ideologias político-partidárias que pretendem implementar na sociedade, cada uma a seu modo, uma agenda moral e uma agenda econômica. A agenda moral da esquerda é frequentemente chamada de “progressista” enquanto a agenda moral da direita é frequentemente chamada de “conservadora”. Paralelo aContinuar lendo “Não compre pacotes ideológicos!”

Os perigos de ser sequestrado pela sua audiência

Como os influenciadores sofrem lavagem cerebral de seu público. Artigo de Gurwinder, publicado originalmente no blog The Prism, traduzido por Luri. Título original: The Perils of Audience Capture. I. O homem que devorou a si mesmo Em 2016, Nicholas Perry, de 24 anos, queria ser famoso online. Ele começou a enviar vídeos para seu canal doContinuar lendo “Os perigos de ser sequestrado pela sua audiência”

Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa

Não vou entrar no mérito se a adoção do gênero neutro na língua portuguesa como alguns têm proposto é desejável ou necessária. Já ouvi bons argumentos e contra-argumentos dos dois lados. Para alguns, é uma agressão à norma culta da língua e não faz sentido do ponto de vista gramatical, especialmente se considerarmos a origemContinuar lendo “Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa”

Por que bolsonarismo e lulismo convergem em opiniões pró-Rússia?

Sobre a guerra na Ucrânia, talvez o que mais me chamou a atenção até agora é o fato de que, no Brasil, tanto a extrema direita quanto a extrema esquerda, na contramão das democracias ocidentais que se solidarizam com a Ucrânia, tendem a opiniões pró-Rússia. Por um lado, Jair Bolsonaro, que acabara de retornar deContinuar lendo “Por que bolsonarismo e lulismo convergem em opiniões pró-Rússia?”

Concurso de popularidade

É claro que não devemos generalizar, mas há algo na natureza humana que faz com que, via de regra, as pessoas mais brilhantes, inteligentes e competentes da sociedade sejam as menos populares. Parece enredo de comédia hollywoodiana, mas é real: desde sempre, o garoto mais estudioso e dedicado da classe sofre bullying, enquanto o maisContinuar lendo “Concurso de popularidade”

Linguagem e racismo

O óbvio precisa ser dito: figuras de linguagem que usam a metáfora de luz e trevas, claro e escuro, branco e preto etc. não necessariamente fazem referência à cor da pele dos seres humanos. Usar a metáfora do preto e do escuro em expressões negativas e a metáfora do branco e do claro em expressõesContinuar lendo “Linguagem e racismo”

O colonialismo cognitivo da comunidade brasileira de filosofia

Artigo de Murilo Seabra, Doutor em Filosofia pela La Trobe University, publicado originalmente no portal da ANPOF. A comunidade acadêmica brasileira de filosofia tende a conferir, numa escala de 0 a 10, em média 0,96 ponto a mais para o mesmo texto quando ele é assinado por um autor fictício francês ao invés de umContinuar lendo “O colonialismo cognitivo da comunidade brasileira de filosofia”

Mãe explica por que excluiu redes sociais da filha com 2 milhões de seguidores

No mês passado, a médica paulistana Fernanda Rocha Kanner compartilhou em seu Instagram um longo texto no qual justificava a ausência da filha, Nina Rios, de 14 anos, da rede social e também do TikTok. A adolescente já era considerada uma digital influencer com seus quase 2 milhões de seguidores e tinha dezenas de fã-clubes. OContinuar lendo “Mãe explica por que excluiu redes sociais da filha com 2 milhões de seguidores”

Nativos digitais não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE

A familiaridade dos adolescentes atuais com a tecnologia, que faz deles nativos digitais, não os torna automaticamente habilitados para compreender, distinguir e usar de modo eficiente o conhecimento disponível na internet. Pelo contrário, os dados sugerem que eles são, em grande parte, incapazes de compreender nuances ou ambiguidades em textos, localizar materiais confiáveis em buscasContinuar lendo “Nativos digitais não sabem buscar conhecimento na internet, diz OCDE”