Em “Começo conjectural da história humana”, Kant concilia o Gênesis e Darwin

Neste artigo escrito em 1786, o já renomado filósofo Immanuel Kant examina o momento em que o ser humano passa do estado de rudeza animal para o de ser racional. Usando como guia o relato bíblico da queda de Adão e outras passagens do Gênesis, supõe que a ruptura entre o instinto e a razãoContinuar lendo “Em “Começo conjectural da história humana”, Kant concilia o Gênesis e Darwin”

A prosa poética de Khalil Gibran

No começo da pandemia de Covid-19, quando ainda estava na moda nos incentivarmos mutuamente a ficar em casa, ganhei da minha sogra uma coleção de livros do famoso escritor libanês Khalil Gibran (1883-1931). São dez exemplares já amarelados e gastos da década de 1980, com tradução para o português de Mansour Challita. Raridades que hoje sóContinuar lendo “A prosa poética de Khalil Gibran”

Giorgio Agamben: uma voz dissidente na pandemia

Na média, intelectuais e acadêmicos tendem a ser menos céticos quanto aos perigos da pandemia de Covid-19 e menos críticos às medidas de prevenção do contágio. Tendem portanto a apoiar mais os decretos de isolamento social e a obedecer mais o imperativo sanitário: “fique em casa”. É claro que eles também são mais abastados, têmContinuar lendo “Giorgio Agamben: uma voz dissidente na pandemia”

Pseudoprofundidade: como falar muito sem dizer nada

Trechos de um artigo do filósofo inglês Stephen Law. Pseudoprofundidade é a arte de soar profundo falando nonsense. Diferente da arte de ser de fato profundo, a arte de soar profundo não é difícil de dominar. Há receitas básicas que podem produzir resultados bem convincentes – bons o bastante para convencer os outros e talvez até aContinuar lendo “Pseudoprofundidade: como falar muito sem dizer nada”

Solidão amiga – Rubem Alves

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão desligada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão. O que mais você deseja é não estar só. Mas deixa que euContinuar lendo “Solidão amiga – Rubem Alves”

O que é Esclarecimento? (Kant)

Tradução de Luiz Paulo Rouanet, professor da PUC-Campinas. Veja também: Pensar por si mesmo (Schopenhauer)Começo conjectural da história humana (Kant) Esclarecimento¹ significa a saída do homem de sua menoridade, pela qual ele próprio é responsável. A menoridade é a incapacidade de servir-se de seu próprio entendimento sem a tutela de outro. É a si próprio queContinuar lendo “O que é Esclarecimento? (Kant)”

Pensar por si mesmo

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Veja também: Sobre a leitura e os livros | Sobre a erudição e os eruditos A mais rica das bibliotecas, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma modesta, mas bem ordenada. Do mesmo modo, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não elaboradaContinuar lendo “Pensar por si mesmo”

Sobre a erudição e os eruditos

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Veja também: Sobre a escrita e o estilo | Sobre a leitura e os livros Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditarContinuar lendo “Sobre a erudição e os eruditos”

Sobre a escrita e o estilo

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Veja também: Sobre a leitura e os livros | Sobre a erudição e os eruditos Antes de tudo, há dois tipos de escritores: aqueles que escrevem em função do assunto e os que escrevem por escrever. Os primeiros tiveram pensamentos que lhesContinuar lendo “Sobre a escrita e o estilo”

Sobre a leitura e os livros

Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860),extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Veja também: Sobre a escrita e o estilo | Sobre a erudição e os eruditos Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: apenas repetimos o seu processo mental, do mesmo modo que um estudante, ao aprender a escrever, refaz as linhasContinuar lendo “Sobre a leitura e os livros”