A solidão amiga – Rubem Alves

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão desligada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão. O que mais você deseja é não estar em solidão. Mas deixa queContinuar lendo “A solidão amiga – Rubem Alves”

Por uma política da racionalidade

Desidério Murcho para O Estado da Arte. Estudos recentes de psicologia cognitiva, popularizados sobretudo por Daniel Kahneman no livro Thinking, Fast and Slow (2011), parecem mostrar que os seres humanos têm como que uma alma dividida: dois sistemas cognitivos que não trabalham propriamente em harmonia, em parte porque um deles é chamado a fazer oContinuar lendo “Por uma política da racionalidade”

Tolerância e ofensa

Artigo de Desidério Murcho para o jornal Público do dia 22 de janeiro de 2008. A tolerância é uma das noções mais difíceis de compreender. Confunde-se geralmente com o relativismo epistêmico e esta confusão denuncia incapacidade ou até falta de vontade para aceitar a tolerância. Os pensadores pós-modernistas são responsáveis por contaminar a cultura contemporâneaContinuar lendo “Tolerância e ofensa”

A verdadeira influência dos astros

Artigo de Adilson de Oliveira, professor de física da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), publicado em 2007. No texto, o professor explica como surgiu a astrologia e questiona sua validade para influenciar a personalidade e prever o destino dos homens. O céu noturno é sempre uma visão maravilhosa. Se tivermos sorte de estar em umContinuar lendo “A verdadeira influência dos astros”

Crônicas sobre nossa percepção do tempo

Reuni todas estas crônicas em um único post porque elas tratam de um assunto em comum: a nossa percepção do tempo. Não são sobre o tempo propriamente dito, enquanto categoria da física, da cosmologia ou da metafísica. São sobre a maneira como nós o percebemos no cotidiano, como lidamos com ele no dia a dia.Continuar lendo “Crônicas sobre nossa percepção do tempo”

Ortodoxia – Chesterton

Excertos extraídos do livro Ortodoxia, de G. K. Chesterton (1874-1936). Da dificuldade de explicar algo de que estamos completamente convencidos Fica muito difícil defender algo de que se está inteiramente convencido. Se alguém está convencido apenas em parte porque descobriu esta ou aquela prova da coisa, consegue facilmente explicá-la. Mas ninguém se sente realmente convencido acercaContinuar lendo “Ortodoxia – Chesterton”

Casos famosos de crianças selvagens

Existem muitos casos conhecidos de crianças selvagens. Trata-se de pessoas que foram perdidas ou abandonadas quando ainda eram bebês e conseguiram sobreviver mesmo sem ter nenhum contato com outros humanos, sendo criados e alimentados por animais. Essas histórias fantásticas inspiraram muitos filmes e personagens fictícios como Mogli e Tarzan. A maioria das crianças nesse estadoContinuar lendo “Casos famosos de crianças selvagens”

Cinco falhas psicológicas comuns e cinco estranhos sintomas de doenças mentais

Cinco falhas psicológicas comuns 1. Pareidolia: Sabe quando alguém cisma que está vendo a imagem de um santo em uma mancha na janela ou quando você distingue o formato de animais em nuvens? Esse fenômeno se chama pareidolia e acontece quando interpretamos um estímulo totalmente vago (uma imagem, som ou outros tipos de sinais) como algo cheioContinuar lendo “Cinco falhas psicológicas comuns e cinco estranhos sintomas de doenças mentais”

A arte de envelhecer

O tema da velhice foi objeto de brilhantes filósofos ao longo dos tempos. Um dos melhores livros já escritos sobre o assunto foi A arte do envelhecimento, de Cícero. Ele nota, primeiramente, que todas as idades têm seus encantos e suas dificuldades. E depois aponta para um paradoxo da humanidade. Todos sonhamos ter uma vida longa, o queContinuar lendo “A arte de envelhecer”

Arrependimentos terminais

Artigo de Marcelo Coelho para o jornal Folha de S.Paulo de 2 de janeiro de 2013. Em Antes de Partir, Bronnie Ware, uma cuidadora especializada em doentes terminais fala do que eles mais se arrependem na hora de morrer. Poderia ser uma boa ideia para o final de ano. A época, como se sabe, éContinuar lendo “Arrependimentos terminais”