Matéria publicada originalmente em Noosfera. Existe uma única estrutura construída para durar para sempre. O primeiro depósito permanente de lixo radioativo já projetado, o Onkalo, na Finlândia, é um túnel subterrâneo que desce em espiral por 500 metros e depois se bifurca em diversos corredores, onde estão sendo estocados resíduos nucleares. Em 2120, os túneis serão fechadosContinuar lendo “Como mandar uma mensagem 10 mil anos para o futuro?”
Arquivos da categoria: Línguas e literatura
Oposto a Heráclito
Poema de Danilo Fraga Dantas, professor de filosofia da UFPB, publicado originalmente no blog O Purgatório em 2011. Tudo se faz por contraste; da luta dos contráriosnasce a mais bela harmonia (Heráclito de Éfeso) Nas belas margens do rio Caístro, o filósofo Heráclito de Éfeso pensou consigo mesmo “completo e incompleto, concorde e discorde, harmonia e desarmonia,Continuar lendo “Oposto a Heráclito”
Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?
Crônica de Umberto Eco para o jornal La Nacion, de Roma, publicado em 1991. Tradução para o português brasileiro de Charles Andrade. Há pouco tempo me entretinha imaginando nossos antepassados que falavam de seus escravos treinados para desenhar caracteres cuneiformes como se fossem computadores modernos. Eu estava entretido, mas não brincando. Quando lemos hoje artigosContinuar lendo “Umberto Eco: por que os livros prolongam nossas vidas?”
Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa
Não vou entrar no mérito se a adoção do gênero neutro na língua portuguesa como alguns têm proposto é desejável ou necessária. Já ouvi bons argumentos e contra-argumentos dos dois lados. Para alguns, é uma agressão à norma culta da língua e não faz sentido do ponto de vista gramatical, especialmente se considerarmos a origemContinuar lendo “Todos, todas e todes: notas sobre o gênero neutro na língua portuguesa”
A Sepultura – Guy de Maupassant
Conto do escritor francês Guy de Maupassant (1850-1893), publicado em 29 de julho de 1884. Título original: “La tombe”. Tradução: Jaimir Conte. No dia 17 de julho de 1863, às duas horas e meia da madrugada, o guarda do cemitério de Bèziers, que morava num pequena casinha nos fundos do cemitério, foi despertado pelos latidosContinuar lendo “A Sepultura – Guy de Maupassant”
Linguagem e racismo
O óbvio precisa ser dito: figuras de linguagem que usam a metáfora de luz e trevas, claro e escuro, branco e preto etc. não necessariamente fazem referência à cor da pele dos seres humanos. Usar a metáfora do preto e do escuro em expressões negativas e a metáfora do branco e do claro em expressõesContinuar lendo “Linguagem e racismo”
Discurso de posse de Jorge Amado na Academia Brasileira de Letras
Rio de Janeiro, 17 de julho de 1961. Sr. Presidente, Senhores Acadêmicos, Chego à vossa ilustre companhia com a tranquila satisfação de ter sido intransigente adversário dessa instituição, naquela fase da vida em que devemos ser, necessária e obrigatoriamente, contra o assentado e o definitivo, quando a nossa ânsia de construir encontra sua melhor aplicaçãoContinuar lendo “Discurso de posse de Jorge Amado na Academia Brasileira de Letras”
A prosa poética de Khalil Gibran
No começo da pandemia, quando estava na moda incentivarmo-nos mutuamente a ficar em casa, ganhei da minha sogra uma coleção de livros do famoso escritor libanês Khalil Gibran (1883-1931). São dez exemplares já amarelados e gastos da década de 1980, com tradução para o português de Mansour Challita. Raridades que hoje só se encontram nos melhoresContinuar lendo “A prosa poética de Khalil Gibran”
Sobre a escrita e o estilo
Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Antes de tudo, há dois tipos de escritores: aqueles que escrevem em função do assunto e os que escrevem por escrever. Os primeiros tiveram pensamentos que lhes parecem dignos de ser comunicados; os outros precisam de dinheiro e por isso escrevem. Pensam apenasContinuar lendo “Sobre a escrita e o estilo”
Sobre a leitura e os livros
Texto do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860),extraído do livro A Arte de Escrever (Porto Alegre: L&PM, 2012). Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: apenas repetimos seu processo mental, do mesmo modo que um estudante, ao aprender a escrever, refaz os traços que seu professor fizera a lápis. Quando lemos, somos dispensados em grande parte do trabalho deContinuar lendo “Sobre a leitura e os livros”
