Sonetos de Augusto dos Anjos

No centenário da morte do maior poeta paraibano, Augusto dos Anjos (1884-1914), compartilho com vocês nove de seus melhores sonetos. Saboreie a poesia, aprendendo a apreciar inclusive o gosto amargo de seus versos fúnebres, viscerais e verminais. Versos íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a ingratidão – esta pantera – Foi tuaContinuar lendo “Sonetos de Augusto dos Anjos”

Reorganização das regiões do Brasil

Cismei com a atual divisão do território brasileiro em cinco regiões. Considero o Norte grande demais em extensão, e o Sul pequeno demais, ente outras coisas. Então resolvi testar novas formações. Nada sério: só um rascunho grosseiro de como eu dividiria o Brasil, caso me ocorresse a oportunidade. Nos mapas abaixo, apresento possíveis divisões doContinuar lendo “Reorganização das regiões do Brasil”

Liberdade – Cecília Meireles

Cecília Meireles (1901-1964) estaria completando 113 anos hoje, se ainda não nos tivesse deixado. A crônica a seguir foi publicada no livro Escolha o seu sonho, no Rio de Janeiro, em 1964, ano de sua morte. Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponda a essa palavra “liberdade”, pois sobre ela se têm levantadoContinuar lendo “Liberdade – Cecília Meireles”

Deixa o Alfredo falar! – Fernando Sabino

A arte brasileira da conversa não é de fácil aprendizado. Como toda arte, exige antes de mais nada uma verdadeira vocação. E essa vocação se aprimora ao longo do caminho que vai da inocência à experiência, como em toda arte. Para princípio de conversa, distinga-se: quando falo em conversa, não estou me referindo à lábia,Continuar lendo “Deixa o Alfredo falar! – Fernando Sabino”

Reportagem de 1994 relata um Brasil sem televisão e sem energia elétrica

Desisti de estudar jornalismo por um motivo muito simples: os textos jornalísticos não resistem ao tempo. Uma notícia incrivelmente bem escrita hoje, na qual o jornalista investiu tanto tempo, esforço e talento, estará velha amanhã. Os textos jornalísticos relatam fatos, e estes estão sempre presos ao tempo em que aconteceram. Passam-se os dias e aquela reportagem magníficaContinuar lendo “Reportagem de 1994 relata um Brasil sem televisão e sem energia elétrica”

Obras Completas de Aristóteles

A obra do filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C) é vastíssima e teria cerca de 150 títulos. Aristóteles escreveu até diálogos, embora os livros que nos chegaram sejam somente tratados. Destacam-se os seis escritos sobre lógica, que formam o Órganon (Categorias, Da Interpretação, Primeiros Analíticos, Segundos Analíticos, Refutações Sofísticas e Tópicos); o seu mais importante eContinuar lendo “Obras Completas de Aristóteles”

O galo e a pérola

Fábula em poema do poeta português Curvo Semedo (1766-1838). Num monturo esgravatando Formoso galo aguerrido Acha uma pérola fina Que havia um nobre perdido. Por três vezes a escoucinha Sem nela querer pegar À quarta, erguendo-a no bico, Põe-se a cacarejar. Vêm logo algumas galinhas Cuidando que era algum grão Mas vendo a pérola, tristes, Vão-se deixando-aContinuar lendo “O galo e a pérola”

Este texto tem mil palavras

Como você pode ver, uma garotinha está deitada displicentemente no colo de um senhor bem velhinho e bem simpático. Ela parece um anjo. Loirinha, cabelo castanho-claro, encaracolado, nariz e boca perfeitos, ar inteligente e sadio, uma dessas crianças que a gente vê em anúncios. Pelo jeito deve ter uns três ou quatro anos, não maisContinuar lendo “Este texto tem mil palavras”

O legado de João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna

Julho de 2014 ficou marcado como um mês de luto para a literatura brasileira. Neste momento deve estar acontecendo um festival literário no além. Aparentemente, só isso pode explicar que, no espaço de apenas uma semana, tenhamos perdido três grandes escritores. Por ironia do destino, a semana que começou na última sexta-feira com a morte de João Ubaldo Ribeiro (diaContinuar lendo “O legado de João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna”

Projeto Bosta Nova: dando um “tchan” na MPB

O projeto Bosta Nova é uma brincadeira despretensiosa. Desde tempos imemoriais, eu e meus amigos costumamos nos encontrar em torno de um violão para colocar o papo em dia e relaxar. Nessas reuniões casuais, sempre rola muito humor e improviso. Eis que num desses encontros estávamos nostalgicamente relembrando clássicos da Bossa Nova até que surgiuContinuar lendo “Projeto Bosta Nova: dando um “tchan” na MPB”