Dicas de estudo

Veja também:
Aprovado em medicina fez prova só para testar conhecimentos (G1)
Aprovado em 7 vestibulares e 4 concursos dá dicas de estudo (G1)

Compilação dos posts publicados em 2015 na série “Dicas de Estudo”:


#1 – A atitude correta

Na semana passada o G1 publicou uma matéria contando como eu fiz o Enem só para testar meus conhecimentos e acabei passando em medicina na UFPB, um dos cursos mais concorridos do Brasil. Muitas pessoas acharam essa história inspiradora, especialmente porque, em dado momento da matéria, eu digo o seguinte:

“Alguns amigos e familiares dizem que eu passei em medicina sem estudar. Isso não é verdade. Eu estudei o conteúdo do Enem, só que isso faz uns 7 anos. A grande questão é que eu estudei do jeito certo, e não como a maioria das pessoas estudam. As pessoas costumam estudar para o vestibular, para o concurso, para a prova de amanhã. Passado o dia da prova, simplesmente ‘deletam’ toda a informação, porque ela não foi sedimentada, ficou ali apenas provisoriamente, na memória de curto prazo. Esse é o problema de estudar para uma prova e não para a vida. Quando se estuda para a vida, do jeito certo, sem atalhos, sem ‘decoreba’, sem fórmulas mágicas, o aprendizado é para sempre e os bons resultados em provas são apenas uma agradável consequência.”

medicina G1

Logo depois que a matéria foi publicada no G1, perdi o controle do meu perfil no Facebook e não consegui acompanhá-lo mais. Foram literalmente centenas de chamadas no bate papo, centenas de solicitações de amizade, centenas de compartilhamentos, milhares de comentários e incontáveis curtidas. As pessoas começaram a me procurar principalmente porque queriam saber o que eu quis dizer com “estudar do jeito certo”, o que significa “estudar para a vida”, como é a minha rotina de estudos, quais dicas e macetes eu tenho para dar, enfim, como passar em concursos e vestibulares. Então eu resolvi começar aqui no blog uma série com dicas de estudo. Quando anunciei isso no Facebook, as pessoas demonstraram bastante interesse em acompanhar a série, e o G1 novamente me procurou dizendo que estavam interessados em publicar outra matéria. Eles me convidaram a gravar nos estúdios da TV Cabo Branco, afiliada da rede Globo na Paraíba. Ganhei muito mais visibilidade depois que fui parar na página inicial do G1.

dicas-estudo-G1

No vídeo, dou algumas dicas que considero valiosas não apenas para vestibulandos e concurseiros, mas para qualquer pessoa sinceramente interessada em melhorar seu rendimento nos estudos. São pequenas mudanças de hábitos que funcionaram muito bem comigo e que também podem funcionar com você:

Eu vejo esse pessoal nos cursinhos, quase sem vida social, passando horas trancado num quarto com a cara nas apostilas, com a mente fechada no programa das disciplinas, preocupados apenas com aquilo que eles acham que pode “cair” na prova, decorando dezenas de fórmulas e achando que isso vai lhes garantir um bom desempenho no Enem.

Na minha opinião, é muito improvável que isso aconteça; e o motivo é bem simples. O Enem, diferentemente dos antigos vestibulares, não mede conhecimento acumulado, mede competências. Ou seja, ele avalia se o estudante é capaz de interpretar textos, ler gráficos, resolver problemas de raciocínio lógico, se tem pensamento crítico… Mais do que possuir conhecimento, é importante saber o que fazer com ele.

Portanto, não estude só o que você acha que pode cair na prova; não fique com a mente fechada, preocupado em estudar só aquilo que está previsto no programa do Enem. Seja uma pessoa curiosa. Queira saber um pouco sobre tudo. Estude também aquilo que você acha que não tem a menor chance de cair na prova, mas que você simplesmente gosta de estudar, aquele assunto sobre o qual você tem um interesse pessoal, aquele assunto aparentemente inútil, mas que você consegue estudar apenas por prazer.

Além disso, seja uma pessoa antenada. Saiba o que acontece no mundo. Tire um pouco a cara das apostilas do cursinho. Leia bons livros, especialmente os clássicos. Viaje para lugares diferentes, faça coisas diferentes, fuja da rotina, aprenda coisas novas todo dia, exercite o seu cérebro com novos desafios e, sempre que possível, não use calculadora. Tenho certeza que, vivendo assim, você estará muito mais preparado para o Enem e para a vida do que passando o dia todo do quarto pro cursinho, do cursinho pro quarto.

Você deve estudar não para passar no vestibular ou num concurso: você deve estudar para aprender; e a consequência agradável de estudar para aprender é passar nessas provas. Quando o sujeito estuda para passar em um exame, ele geralmente não passa. Mas quando ele estuda para aprender, passar é consequência. Todo aluno que, durante uma aula, pergunta ao professor se determinado assunto “vai cair”, dificilmente vai passar, porque ele está interessado em passar no exame e não em aprender.


#2 – O ciclo diário

No primeiro post da série, eu disse qual acredito ser a atitude correta diante dos estudos. Em suma, sugeri que o encarássemos como uma preparação para a vida e não apenas para as provas. Hoje, vou revelar como é o meu dia-a-dia de estudante. Basicamente, minha rotina de estudos é baseada num método que o professor Pierluigi Piazzi ensina em suas palestras sobre estimular a inteligência. Esse método consiste em obedecer um ciclo diário composto de três etapas: (1) assistir aula para entender; (2) estudar para aprender; e (3) dormir bem para fixar. Nessa ordem. Calma que eu explico:

1. ASSISTIR AULA PARA ENTENDER

Antes de tudo, é preciso entender a função das aulas. O estudante brasileiro médio tem o péssimo hábito de achar que aula serve para aprender, e por isso não estuda depois da aula. Um erro comum é fazer dois cursinhos para ter um maior número de aulas, achando que isso vai melhorar o seu rendimento. Isso não vai ajudar, e o motivo é bem simples: Assistir aula não serve para aprender, mas para entender a matéria e tirar dúvidas. É o estudo pós-aula que serve para aprender. A diferença entre entender e aprender pode parecer muito sutil, mas não é. Quando o professor explica uma matéria, seu objetivo é que o aluno consiga acompanhar o raciocínio e então possa dizer consigo mesmo: “Ah, entendi!”. Se o aluno prestou atenção na aula e entendeu o que ele disse, a função da aula foi cumprida. Ao fim da aula, porém, o aluno ainda não aprendeu o assunto, ele apenas o entendeu. Ele pode até lembrar de tudo na prova que será aplicada uma semana depois, tirar uma boa nota e passar com facilidade. Mas ele ainda não aprendeu de verdade.

2. ESTUDAR PARA APRENDER

O que faz o estudante absorver a matéria e realmente aprender não é a aula. Como eu disse, aula serve pra te fazer entender o assunto. É o estudo pós-aula que serve para aprender. Assistindo aula com atenção, o aluno entende o que o professor disse, mas aquela informação fica guardada na memória de curto prazo (uma espécie de memória RAM do cérebro) e, se nada for feito, será perdida em poucos dias. Para que isso não aconteça, o aluno precisa revisar e reforçar o mesmo conteúdo sozinho depois da aula. Só depois que ele faz essa espécie de backup é que aquelas informações vão para a memória de longo prazo (algo como o HD do cérebro) e pode-se dizer que houve de fato aprendizado. Portanto, o que realmente vai fazer a diferença é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que assistiu. Mas isso não significa que vale “gazear” ou dormir nas aulas: como já foi dito, elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas. Ou seja, as aulas servem para nortear o estudo individual. Se o sujeito tem aula o dia inteiro, quando é que vai poder estudar? Ele vai só entender momentaneamente a matéria, mas não vai aprender; a sua cabeça vai virar uma bagunça e ele vai esquecer logo, porque o conhecimento não foi sedimentado.

Sobre aumentar a quantidade de aulas, especialmente em cursinhos, penso o seguinte: Nada contra fazer cursinho, mas esteja sempre ciente de que nenhum cursinho, por mais caro que seja e por mais professores famosos que tenha, pode te fazer passar em nada. A função do cursinho é te orientar, te ajudar a estudar. O seu estudo individual é que te fará passar. Ademais, a própria existência de cursinhos é a evidência de que o sistema educacional brasileiro não funciona; porque se funcionasse não existiria o cursinho. Qual é o perfil do aluno de cursinho? É o cara que descobriu tarde demais que fez tudo errado na escola e agora está correndo atrás do prejuízo. Eu mesmo, como sempre estudei em escola pública, uma vez resolvi fazer cursinho para complementar algo que supostamente teria faltado na minha formação básica. Isso foi logo após eu ter concluído o ensino médio. Comecei a trabalhar, me matriculei na turma da noite, paguei as mensalidades, comecei a ir, mas devo confessar que não aguentei passar mais de dois meses naquele ambiente. Eu ficava me perguntando o que estava fazendo ali. No segundo mês deixei de ir para ter mais tempo de estudar sozinho em casa. Foi uma ótima decisão.

O professor Pierluigi Piazzi costuma dizer que o maior problema da educação brasileira é que ela tem milhões de alunos, mas pouquíssimos estudantes. Segundo ele, aluno é quem assiste às aulas. A coisa mais fácil do mundo é ser um aluno. Basta estar matriculado e frequentar as aulas que você já é um aluno. Mas ainda não é um estudante. Estudante é quem estuda. E estudar não significa assistir aula, mas revisar o conteúdo da aula em casa. Portanto, quando você assiste aula, você é um aluno; quando chega em casa, faz os exercícios e revisa o conteúdo da aula, você é um estudante.

3. DORMIR BEM PARA FIXAR

As neurociências já mostraram que é muito importante, após um dia de aula e estudo, que você tenha uma boa noite de sono. Você entende o assunto na aula, estuda para reforçar, mas é durante o sono que o seu cérebro organiza aquelas informações e consolida o conhecimento. Somente após essa consolidação é que o aprendizado é definitivo. Por isso é importante que você revise o conteúdo das aulas no mesmo dia, antes que se passe uma noite de sono, enquanto as informações ainda estão frescas na memória. Além de evitar acúmulo, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e memorize com mais facilidade. Se você assiste aula hoje e deixa para estudar aquele assunto no outro dia, não é a mesma coisa, porque você certamente já perdeu muita informação. Recapitulando: Na aula você entende, no estudo você aprende e numa boa noite de sono você fixa. Esse é o ciclo. Vale mais estudar pouco e todo dia do que estudar muito mas sem regularidade.


#3 – Individual e ativo

No último post da série, vimos que uma boa rotina de estudos obedece um ciclo do aprendizado: (1) assistir aula para entender, (2) estudar para aprender e (3) dormir bem para fixar. Ora, a aula quem prepara é o professor, não você. Você tem pouquíssimo controle sobre o conteúdo das aulas, porque ele geralmente é escolhido pelo professor, e este tem que obedecer um certo programa. Sobre o processo de sedimentação do conhecimento no seu cérebro durante o sono você também não tem nenhum controle, porque isso acontece enquanto você está literalmente inconsciente. Então a única etapa desse processo sobre a qual você tem pleno controle é a hora de estudar, e é precisamente sobre essa etapa que eu quero dar mais algumas dicas.

Ainda no post anterior, eu disse que há uma diferença básica entre aluno e estudante: aluno é quem assiste as aulas, estudante é quem estuda. Mas isso não é tudo. Existe outra diferença fundamental entre ser aluno e estudante, ou seja, entre assistir aula e estudar. Assistir aula é uma atividade COLETIVA e PASSIVA: você está em grupo e ouvindo o professor. Estudar é uma atividade INDIVIDUAL e ATIVA: você deve estar sozinho e escrevendo. Por mais legal que seja se reunir com os amigos para estudar, você acaba falando mais de outras coisas e as dúvidas permanecem. Portanto, se você quer ser um estudante de verdade em vez de apenas um aluno, você deve revisar o conteúdo das aulas e fazer os exercícios propostos sozinho em casa.

Um grande defensor dessa ideia de que só se aprende de verdade no estudo individual e ativo é o professor Pierluigi Piazzi. Ele costuma dizer que “ninguém está estudando se não estiver escrevendo”. Portanto, não se contente em apenas ler; isso não é estudar. Também não é suficiente sublinhar as partes mais importantes do texto ou sinalizá-las com um marca texto. Para estudar você precisa rabiscar e escrever, de preferência à mão.

Segundo o professor Pier, como é carinhosamente apelidado pelos seus alunos, muitas pesquisas nas neurociências indicam que os alunos que escrevem à mão aprendem mais do que quem só digita. “Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra à mão, mas isso não acontece quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita. (…) Aquilo que você escreve à mão vai pro teu HD; aquilo que você digita vai pro HD do computador. E na hora de fazer uma prova de vestibular ou prestar um concurso público, o computador que você leva é este, sua cabeça. É esse computador que você deve treinar mais”, diz.

Mas não é porque precisa estudar escrevendo que você deve sair copiando todo o conteúdo do livro. Faça resumos, resenhas e esquemas da matéria. Para saber o que vale a pena escrever, faça de conta que está preparando uma cola para uma prova. Por ter pouco espaço e pouco tempo para consultá-la, é preciso ser conciso, mas, ao mesmo tempo, abordar os pontos principais. É justamente isso que você deve escrever.


#4 – Educação egoísta

Depois de estudar um assunto, ou toda vez que aprender algo novo, é interessante, sempre que possível, ensinar o que você aprendeu. Se ninguém estiver disposto a lhe ouvir, uma alternativa é explicar a matéria para si mesmo. De qualquer modo, ensinar é a melhor forma de aprender. Isso acontece porque, para ser capaz de ensinar algo, é necessário que aquele conhecimento esteja tão bem sedimentado que você acaba aprendendo muito melhor. Quando você lê ou ouve algo, retém um pouco. Quando você estuda, retém um pouco mais. Mas o ápice da retenção é quando você ensina.

Ensinar o que aprendeu é importante nem tanto pelo interesse altruísta de compartilhar o conhecimento. É claro que isso também é importante, mas no sentido que eu proponho, o interesse é principalmente seu. Murilo Gun chama isso de “educação egoísta”, que é quando você ensina com o objetivo principal não de que a outra pessoa aprenda, mas de que você mesmo aprenda enquanto ensina. Ouça o que ele diz sobre isso:


#5 – Concentração e foco

Nosso cérebro é meio fanfarrão: na hora de pensar em estratégias para aquele jogo complicado de videogame ou de ler aquela revista que você adora, ele coopera facilmente. Mas quando é preciso sentar e estudar um pouco, é difícil manter a concentração. Pensando nisso, o portal Guia do Estudante listou algumas dicas para ajudar seu cérebro a se concentrar na hora dos estudos. Como cada pessoa tem um jeito diferente de funcionar, nem todas essas dicas serão igualmente eficientes para todo mundo. Então é bom fazer uns testes até descobrir quais dão certo para você.

Primeiramente, sacie suas necessidades mais básicas. Não adianta começar a estudar se você estiver com fome, sede, sono ou calor. Você certamente não conseguirá manter o foco. Por isso, o ideal é se organizar para que todas essas necessidades do corpo estejam satisfeitas e saciadas antes de começar os estudos. Ter uma boa noite de sono, se alimentar nos mesmos horários e de forma correta, e criar um ambiente confortável e adequado é fundamental para aumentar o potencial do seu aprendizado.

Desligue todos os aparelhos eletrônicos (exceto o que você estiver usando para estudar, se estiver). Na hora de estudar, nada de deixar o celular por perto te avisando de cada notificação no Facebook ou no Whatsapp. E nem caia na tentação de abrir o Facebook só por “dois minutinhos”. Esses dois minutinhos sempre se estendem e acabam com toda a sua concentração. Não é proibido estudar ouvindo música – há quem precise dela para se concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda – isso pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça momentaneamente a matéria.

Evite a monotonia. Uma conversa no mesmo tom de voz e sem movimento faz com que a gente fique com sono ou comece a pensar em outras coisas. Com os estudos, acontece o mesmo. Se você se limitar a ler textos por muito tempo, a tendência é perder o foco e ficar com sono. O estudo torna-se bem mais interessante e produtivo quando você adota uma postura ativa. Se você estuda pela internet, revese o acompanhamento de uma videoaula com a leitura da teoria seguida da resolução dos exercícios didáticos.

Respeite seu tempo. Se você é mais produtivo de manhã, à tarde ou à noite, deixe para estudar as matérias mais difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está rolando de jeito nenhum, faça uma pausa nos estudos e depois volte. Manter intervalos regulares é fundamental – e a frequência vai depender do seu ritmo. Crie um pequeno ritual antes de estudar. Pode ser um alongamento, pegar uma xícara de café ou um copo de suco para deixar na sua mesa, ou o que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender quando for a hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.


#6 – As quatro etapas

Etapa 1: Leitura panorâmica

Antes de se aprofundar no texto, respire fundo e procure ter uma ideia geral do que tem diante de si. Isso pode ser feito com uma leitura rápida, superficial, panorâmica, que lê apenas o início e o final de cada parágrafo. Seu objetivo é apenas reconhecer o texto, identificar o tema, saber como ele se desenvolve, se parece fácil, difícil, longo ou breve. É quase uma etapa preliminar ao estudo, que cria uma expectativa sobre o aprendizado.

Etapa 2: Marcação e sublinhado

Tendo uma noção geral, leia o texto com calma, como está acostumado, com o objetivo de destacar o que parece ser o mais importante ou o que desperta especial interesse. Esse destaque merece ser feito em dois momentos. Em primeiro lugar, marque os trechos que parecem ser os mais importantes com um colchete na margem do texto. Nesse primeiro momento, evite sublinhar enquanto lê, porque isso geralmente resulta em um sublinhado excessivo, com frases ou até mesmo parágrafos inteiros marcados. Se esse trecho é importante, uma marcação simples ao lado do texto servirá para o destaque. Faça isso com todo o texto. Após a marcação dos trechos, volte diretamente a cada um deles e sublinhe suas palavras-chave. O objetivo é facilitar a identificação do que trata o trecho destacado. Proceda dessa forma com todos os trechos marcados.

Etapa 3: Anotações e rascunhos

Com base no que foi marcado e sublinhado, faça anotações livres em uma folha a parte, de próprio punho. Pode ser na forma de esquema, mapa conceitual, linha do tempo, tabela, contendo desenhos, cores ou o que você julgar útil para registrar o que destacou no texto. Geralmente, é nesta etapa que você perceberá que está aprendendo, pois o que faz é, do seu próprio modo, estabelecer relações entre os conceitos do texto. Assim, estará criando algo que é seu com base no material de estudo.

Etapa 4: Exercícios

Após as anotações, é preciso saber o quanto aprendemos, o que é feito com exercícios. Eles podem ser de vários tipos, desde a resposta às questões prontas do livro didático até a atividade de refazer anotações sem consulta ou ensinar o conteúdo para alguém. Os exercícios revelam o que precisa ser reforçado no aprendizado. São a força motriz para iniciar um novo ciclo de estudo: leia, marque, sublinhe e complete as anotações com o que faltou ou precisava de maior detalhamento.


#7 – Como estudar sozinho em casa

Para aprender sem professores ou aulas presenciais, é preciso muita disciplina. É o que recomenda o infográfico a seguir, publicado na revista Superinteressante.

Clique na imagem para ver em tamanho maior.

como estudar sozinho em casa


#8 – Como estudar para uma prova

Mais um infográfico da revista Superinteressante.

Clique na imagem para ver em tamanho maior.

como estudar para uma prova


Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona

Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos. Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames. Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, truques mnemônicos ou autotestes. Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas mais efetivas. Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, chegam até a atrapalhar o aprendizado.

Então, o que funciona? Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas: testar a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo. “Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material da memória vão aprender melhor no longo prazo. Comece lendo o texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona”, diz Dunlosky. Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente. “Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir o conhecimento sobre o que já sabe”, diz o pesquisador. A melhor estratégia, porém, é uma técnica chamada “prática distribuída”, de planejar com certa antecipação e estudar em espaços de tempo mais espalhados – evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste. Dunlosky diz que essa é a estratégia mais poderosa: “Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material. Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho”.

Fonte: BBC Brasil.



#9 – Pierluigi Piazzi

O professor italiano Pierluigi Piazzi explica como estudar melhor e estimular a inteligência. Se você, como eu, quer se tornar mais inteligente, vale muito a pena encontrar tempo e ouvir o que este senhor tem a dizer.

Um comentário em “Dicas de estudo

  1. Este armazenamento em “cache” que as pessoas possuem pre e pós vestibular ou mesmo em um concurso público é completamente errado. Digo armazenamento em “cache” pois como o amigo citou, as memórias e conhecimentos ficam armazenadas temporariamente, assim que você “reinicia” elas são deletadas. O mesmo que acontece em uma memória RAM.

    Pra concurso público, que acredito eu, ter tanta importância quanto uma prova do enem ou vestibular, os alunos precisam realmente se empenhar ou ficam a deriva. Pedem vagas e perdem dinheiro.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s