Os manuscritos de Leonardo da Vinci

Os manuscritos de Leonardo da Vinci

O caderno tem 20 por 29 centímetros, mais ou menos do tamanho de uma revista e traz anotações científicas, textos pessoais, gráficos e diagramas, sem uma ordem específica. Um típico caderno de anotações. Quer dizer, não muito típico porque o recheio é de Leonardo da Vinci, que escreveu tudo de trás para frente, no seu famoso estilo de escrita espelhado, entre 1478 e 1518, lá na belíssima cidade de Florença, enquanto nosso país era descoberto e inaugurado oficialmente pelos portugueses. Impossível não ficar encantado com a possibilidade de folhear o caderno, dar zoom os textos e imaginar o contexto em que foi escrito pelas próprias mãos de um dos seres humanos mais geniais que já passaram pelo nosso planeta. Aviso: dificilmente você conseguirá ler alguma coisa, a menos que o seu italiano-espelhado seja muito bom.

Esse caderno, chamado de Codex Arundel não é o único registro manuscrito de da Vinci disponível online, mas é o mais recente de todos. Depois da morte de Leonardo na França, seu pupilo Francesco Melzi juntou tudo que ele havia escrito e levou de volta para a Itália. Os herdeiros de Melzi não faziam ideia da importância desse material e foram se desfazendo dele gradualmente durante muitos séculos, e os manuscritos ficaram transitando na mão de poderosos colecionadores. São mais de 5 mil manuscritos que estão sendo recuperados, um registro histórico incrível onde invenções geniais como o avião, o helicóptero, o pára-quedas, o submarino e o carro foram esboçados pelo menos 300 anos de serem de fato fabricados.

No ano passado, a Biblioteca Nacional do Reino Unido e a Microsoft digitalizaram mais de 570 páginas do Codex Arundel, coleção de notas do artista, e agora a Biblioteca Nacional de Arte, do Victoria and Albert Museum, em Londres, digitalizou os cadernos Codex Forster. Todo o conteúdo pode ser acessado nesse link. Para saber mais sobre todos os cadernos, comece pela matéria publicada pelo The Guardian em 2013 e a introdução feita pela British LibraryFonte: Update or Die!

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