Breve história das pandemias

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Pandemias calamitosas não são novidade na história da medicina. Peste bubônica, peste negra, gripe espanhola, gripe asiática, gripe aviária, gripe suína, ebola e coronavírus já assolaram o mundo deixando um rastro de mortes e pânico na população mundial.

Durante a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C), a febre tifoide matou um quarto da população da cidade de Atenas. A varíola matou um quarto dos infectados entre os anos 165 e 180 d.C. Foram 5 milhões de mortes no total. A peste de Cipriano, possivelmente causada por varíola ou sarampo, se espalhou pelo Império Romano entre os anos 250 e 271 d.C. Segundo relatado, em seu auge chegou a matar 5 mil pessoas por dia em Roma.

PS: Se quiser aprender mais sobre esse tema, assista abaixo, no final deste post, um episódio do canal Nerdologia sobre as epidemias da Antiguidade.

A Peste Bubônica começou no Egito por volta do ano 541 d.C. e chegou a Constantinopla (então capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino, atual Istambul) na primavera seguinte, enquanto matava, de acordo com relatos do cronista bizantino Procópio de Cesareia, cerca de 10 mil pessoas por dia, atingindo 40% dos habitantes da cidade. Um quarto da população do oriente médio morreu.

A famigerada Peste Negra, como ficou conhecida, era na verdade a velha peste bubônica, que voltou à Europa 800 anos depois do último surto. Começando a contaminação na Ásia, a doença chegou à Europa em 1348 (possivelmente através de comerciantes fugindo de italianos lutando na Crimeia), e matou cerca de 20 milhões de pessoas em apenas 6 anos. Isso equivale a um quarto da população mundial na época.

gripe espanhola 1918

O século 20 foi marcado por duas pandemias de gripe que atormentaram toda a população mundial. Em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial, o surto de gripe espanhola se alastrou pelo mundo, contaminando mais de 500 milhões de pessoas (quase 27% da população mundial na época). Nesse ano morreu mais gente de gripe espanhola do que em toda a Guerra. Estimativas apontam que o número de mortes pode ter chegado à marca de 100 milhões de pessoas, perto de 5% da população mundial. Foi uma das pandemias mais letais da história da humanidade.

gripe espanhola 1918 (2)

No quesito pandemias, o século 21 começou com tudo. Se você está espantado com o avanço assombroso do surto de COVID-19 pelo mundo, saiba que esta é apenas uma variação nova de um velho conhecido. O coronavírus já foi o responsável pela epidemia de SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2003. Além desses, já passamos pelos surtos de gripe aviária em 2004, gripe suína em 2009 e do terrível vírus Ebola, que atingiu vários países da África ocidental em 2014.

E foi justamente em meio ao surto de Ebola em 2014 que Bill Gates falou em um evento TED sobre os riscos de futuras pandemias e sobre a responsabilidade que todos nós temos, enquanto humanidade, de colocar todas as nossas boas ideias em prática para melhorar o sistema de saúde, treinar os profissionais de saúde e combater novas pandemias. “Não há razão para pânico, mas precisamos nos apressar”, diz Gates.



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